Execução de Daniel durou mais de uma hora, diz delegado sobre morte do jogador
A Polícia Civil concluiu e entregou ao Ministério Público o inquérito do assassinato
Por Catve |
Postado em: 21/11/2018 - 17:32
A Polícia Civil concluiu e entregou ao Ministério Público do Paraná (MP-PR) nesta quarta-feira (21) o inquérito do assassinato do jogador Daniel Correa Freitas. A pedido do Ministério Público, Amadeu não deu detalhes sobre o relatório final do Inquérito Policial.
Sete pessoas foram indiciadas pela morte do jogador Daniel Freitas presas: o empresário Edison Brittes; Allana; Cristiana Brittes, esposa de Edison; e os suspeitos de participarem das agressões: Eduardo Purkote, Eduardo da Silva (namorado da prima de Cristiana Brittes), Ygor King e David Willian.
Ele foi violentamente agredido, se afogou com sangue antes de ser assassinado. "A execução de Daniel durou mais de uma hora". O delegado relata, que Daniel morreu aos poucos, pois, ele começou apanhando no quarto, apanhou na calçada, foi jogado no carro, acabou se engasgando com sangue e foi levado ao local onde ele foi morto.
Amadeu abriu mão de anexar os laudos do Instituto de Criminalística e do IML (Instituto Médico Legal) pois acredita que a autoria e materialidade do crime já estão comprovadas.
De acordo com Trevisan, não há mais motivos para segurar o inquérito na delegacia " Os laudos apenas vão comprovar e assegurar o que as testemunhas já relataram durante depoimento".
O delegado pede indiciamento do empresário Edison Brittes e outros três suspeitos por homicídio qualificado e ocultação de cadáver pela morte do jogador Daniel Correa. "Edison é um psicopata, ele volta ao local do crime pede para limpar o sangue e ainda come estrogonofe", diz delegado.
A esposa de Edison, Cristiana Brittes, e a filha do casal, Allana Brittes, serão indiciadas por coação de testemunha e fraude processual, de acordo com a polícia.
Edison Brittes: confessou ter agredido e matado Daniel, indiciado por homicídio mediante tortura e ocultação de cadáver;
Cristiana Brittes: esposa de Edison, indiciada por coação de testemunha e fraude processual;
Allana Brittes: filha de Edison e Cristiana, indiciada por coação de testemunha e fraude processual;
Eduardo da Silva: namorado da prima de Cristiana, indiciado por homicídio mediante tortura e ocultação de cadáver;
Ygor King: convidado para o aniversário de Allana, indiciado por homicídio mediante rotura e ocultação de cadáver;
David Willian da Silva: convidado para o aniversário de Allana, indiciado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver;
Eduardo Purkote: convidado para o aniversário de Allana, indiciado por lesões graves.
Trevisan Afirma que Edison, não só mentiu como usou de estratégia seu depoimento. Para o Delegado um dos principais pontos do crime é que Daniel estava vivo e ouviu sua sentença de morte dentro carro.
O inquérito policial conta com 370 páginas e 21 depoimentos, além de requisições, mandados de prisão e apreensão e prisões temporárias.