Uma freira de 82 anos foi brutalmente assassinada na tarde deste sábado (21) após ter o convento onde vivia invadido, no município de Ivaí, na região dos Campos Gerais do Paraná. A vítima, identificada como Irmã Nadia Gavanski, da Congregação das Irmãs Servas de Maria Imaculada, morreu no local após ser atingida por golpes de um pedaço de madeira.
De acordo com as primeiras informações apuradas pela Polícia Militar (PM), o crime ocorreu quando um homem pulou o muro da instituição. A suspeita é que ele tenha invadido o local para furtar. Durante a ação criminosa, o suspeito entrou na casa das freiras onde encontrou a religiosa e a atacou com um objeto de madeira. Equipes de socorro foram acionadas, mas a vítima não resistiu aos ferimentos.
Na sequência, a PM conseguiu localizar e prender o suspeito nas imediações, no momento em que ele tentava fugir. O homem foi encaminhado para a delegacia local, onde o caso segue sob investigação para apurar todas as circunstâncias e a motivação exata do assassinato. O corpo de Irmã Nadia foi recolhido e levado ao Instituto Médico Legal (IML) de Ponta Grossa.
Em nota oficial, a congregação lamentou profundamente a perda, classificando o ocorrido como um ato de violência injustificável. Irmã Nadia tinha 55 anos dedicados à vida consagrada. Ela teve a fala afetada por conta de um Acidente Vascular Cerebral (AVC), e não se comunicava verbalmente.
A cerimônia de despedida está prevista para ocorrer no domingo (22), às 15h, na cidade de Prudentópolis.
A Congregação das Irmãs Servas de Maria é a mesma que administra o Colégio Nossa Senhora da Glória, de Apucarana (PR). A diretora da instituição de ensino, Irmã Deonísia Diadio, lamentou a morte da Irmã Nadia Gavanski.
Deonísia conta que manteve contato com Nadia na época em que ocupava o cargo de madre superiora e visitava o convento de Ivaí com frequência. A diretora ficou profundamente abalada com a morte da religiosa que não se comunicava verbalmente em decorrência de um Acidente Vascular Cerebral (AVC).
"Irmã Nádia, no seu silêncio, sempre transmitia alegria através do olhar. Um coração que não precisava de muitas palavras. Seu jeito sereno tocava quem se aproximava, através de gestos simples e de um sorriso acolhedor. Cuidava com amor das plantinhas, da horta e das pequenas coisas do dia a dia, revelando um coração atento e fiel. No caminho que percorria todos os dias, a violência de um homem covarde interrompeu sua presença entre nós. Hoje choramos seu silêncio, mas cremos que Deus acolhe na eternidade esta religiosa que viveu com bondade e entrega. O céu recebe uma alma que soube amar no silêncio", escreveu.