Uma lista circula em Cascavel com 29 nomes de professores da Unioeste com o valor que receberam em janeiro deste ano. Nenhum valor está abaixo de R$ 50 mil, e um deles chega a R$ 320 mil. O governo do estado confirmou: os pagamentos são reais.
Os valores chamam a atenção. A tabela, sem timbre e nem identificação, circula pelos celulares de cascavel e mostra uma relação de professores da Unioeste e a bolada que cada um recebeu em janeiro deste ano.
Todos eles são acima de R$ 50 mil, mas os que surpreendem mesmo são os de R$ 180 mil; outro de R$ 235 mil e um maior ainda, de R$ 320 mil.
Mas a lista continua. R$ 131 mil; R$ 116 mil e R$ 176 mil.
A dúvida é: essa lista é real? A resposta é sim. Todos os nomes e valores constam no portal da transparência do Paraná.
Todos eles são docentes que já se aposentaram.
O porém nessa lista é que tais valores não são pagos todos os meses, foi apenas no mês de janeiro.
A transparência mostra que o professor que recebeu R$ 235 mil, por exemplo, consta como lotado no campus de Foz do Iguaçu, como aposentado. Por mês ele recebe cerca de R$ 11 mil.
Já o professor dos R$ 320 mil, loteado na reitoria e também aposentado, recebe por mês, pouco mais de R$ 14 mil.
E o terceiro maior valor, foi para uma professora que se aposentou no campus de Marechal Cândido Rondon. Mensalmente, ela recebe R$ 14 mil, mas em janeiro deste ano recebeu R$ 181 mil.
E qual a explicação para este pagamento tão alto no início do ano?
A Secretaria De Ciência Tecnologia e Ensino Superior, que custeia a Unioeste, confirmou que os valores foram pagos a título valores de licenças especiais, quinquênios e outros benefícios aos docentes que não foram pagos quando eles estavam na ativa. Todo o valor acumulado foi indenizado quando todos eles se aposentaram.
O reitor da Unioeste, professor Paulo Sérgio Wolff, o Cascá, também dá sua explicação.
Segundo ele, a Unioeste tem obrigação de pagar pois são servidores que trabalharam, em alguns casos, por 30 anos e nunca receberam a licença-prêmio.
"O Paraná tem quase R$ 3 bilhões de passivos de verba rescisória da licença-prêmio e da Unioeste, esse valor chega a R$ 14 milhões".
Cascá defende que haja uma regulamentação para que seja pago em dia, para que não fique dívidas acumuladas.