A morte de Dirlei Rodrigues da Silva, de 52 anos, encontrada assassinada nesta terça-feira (20), no Bairro Floresta, região Norte de Cascavel, surpreendeu moradores que a conheciam há anos. Comerciante, ela administrava um brechó e um conjunto de kitnets na Rua Altemar Dutra, onde também residia.
Mãe de três filhos, Dirlei era descrita pelos vizinhos como uma mulher tranquila, comunicativa e que mantinha um bom relacionamento com a comunidade.
“Era bem de boa, era bem tranquila, ela sempre vinha pra cá, falava com nós, bem tranquila, muito boa”, relatou uma moradora.
A rotina da família foi interrompida quando um dos filhos, ao retornar do trabalho por volta do horário do almoço, encontrou a mãe morta dentro de um dos quartos da residência, localizada junto ao estabelecimento comercial.
Antes de entrar, ele percebeu que o controle do portão eletrônico estava caído no chão da garagem. Ao procurar por Dirlei, encontrou o corpo sobre a cama, sem roupas e com um ferimento profundo na região do pescoço.
Desesperado, o rapaz saiu correndo em busca de ajuda. Vizinhos perceberam a movimentação e, pouco depois, equipes de emergência foram acionadas.
A Polícia Militar chegou ao endereço por volta das 12h30. O Samu também esteve no local, mas a comerciante já estava sem vida.
Durante os primeiros levantamentos, foram identificadas outras lesões no corpo da vítima, além do ferimento provocado por uma arma branca.
Os policiais também receberam informações sobre o desaparecimento de uma carteira e de um aparelho celular da residência. Ainda não foi esclarecido se os objetos foram levados pelo autor do assassinato.
A faca utilizada no crime não havia sido encontrada até a divulgação das primeiras informações.
O imóvel foi isolado para os trabalhos da Polícia Científica, que realizou a perícia e providenciou o encaminhamento do corpo para exames complementares.
Uma das informações analisadas pela Delegacia de Homicídios envolve as últimas horas de vida da comerciante.
Conforme relato do filho, Dirlei teria passado a noite de segunda-feira (19) acompanhada de um homem. A Polícia Civil busca esclarecer a identidade dessa pessoa e verificar se existe alguma ligação com o crime.
O delegado Ian Leão informou que os investigadores realizam diligências para identificar o responsável e compreender as circunstâncias do assassinato.
“Nesse levantamento do local de crime foi verificado que a mulher estava em óbito e também tinha algumas lesões no sentido de agressão. Agora estamos fazendo as diligências iniciais para identificar eventual suspeito, as circunstâncias e a motivação desse delito”, explicou.
Imagens de câmeras de segurança da região e depoimentos de testemunhas estão entre os elementos utilizados na investigação.
A polícia também apura se Dirlei havia recebido ameaças ou sofrido algum tipo de perseguição anteriormente. Até o momento, não há confirmação sobre essas circunstâncias.
Embora existam informações sobre um possível relacionamento da vítima, ainda não há elementos oficialmente divulgados que permitam estabelecer a motivação do assassinato.
A hipótese de feminicídio está entre as possibilidades a serem verificadas, mas a Polícia Civil ressalta que nenhuma linha de investigação foi descartada.
O caso segue sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios de Cascavel, que aguarda os resultados dos exames periciais e trabalha para identificar o autor.
Informações que possam contribuir com a investigação podem ser repassadas pelos telefones 197, da Polícia Civil, ou 190, da Polícia Militar. As denúncias podem ser feitas de forma anônima.