Enderson de 30 anos, acusado juntamente com sua esposa de homicídio pela morte do bebê de 3 meses exerceu o direito de ficar em silêncio durante o depoimento nesta quarta-feira na Delegacia de Polícia Civil de Marechal Cândido Rondon.
O Portal Nova Santa Rosa teve acesso a imagens do momento do depoimento quando o “pai” disse somente que não se pronunciaria no interrogatório e ficaria em silêncio.
É possível notar na face desse “pai”, que não há sinais de arrependimento ou qualquer tristeza em seu rosto, e sim há sinais de um leve sorriso enquanto o Delegado de Polícia Civil, Dr. Rodrigo Baptista, tentava colher seu depoimento.
O Portal também teve acesso a imagens do interior da residência onde vivia o casal com o bebê de três meses, um lugar totalmente imundo, repleto de sujeira, um cachorro vivia no interior da residência.
A criança chegou já sem vida na madrugada desta terça-feira (27) na UPA de Marechal Rondon, segundo o médico plantonista em conversa com a Polícia Militar, naquele momento não foi possível precisar a quanto tempo que a criança estava morta, ela também apresentava sinais de desnutrição, isso indica que a criança passou fome.
Na madrugada de terça-feira, os pais disseram no Pronto Socorro que a criança teve uma queda e que no dia do acidente, o bebê foi levado para atendimento na UPA, mas o boletim da PM diz que a UPA informou que não há outros registros na Unidade de Pronto Atendimento da entrada do bebê.
O caso chocou a comunidade regional pela forma que essa criança faleceu, e ainda pelos fatos, imaginando a maneira em que era tratada essa criança nos poucos dias em que estava viva.
O IML de Toledo atestou como causa da morte, traumatismo craniano, provavelmente pela queda que o casal afirma. Não se sabe até o momento se realmente a criança sofreu essa queda que os pais alegam e a pergunta é? Porque a demora em levar a criança para atendimento médico, se a criança sofre um acidente no interior da residência, o que impediu o casal de levar o filho ou a filha ainda bebê para ser atendida em uma unidade hospitalar?
Quando o casal deu entrada na UPA de Marechal na madrugada da terça-feira, eles disseram que a criança não estava bem, mas na realidade, estava morta.
Os dois acusados continuam presos e a disposição da justiça. A “mãe” do bebê também decidiu ficar em silêncio durante o interrogatório.
Segundo o delegado Dr. Rodrigo, a prisão aconteceu porque os pais foram negligentes e não levaram a criança rapidamente para atendimento médico, eles vão responder por tentativa de homicídio.
Assista o vídeo no momento em que o acusado diz que não vai falar.(vídeo acima).