Após o recente prejuízo milionário registrado em Tupãssi, no Oeste do Paraná, onde a falta de energia resultou na morte de cerca de 900 mil quilos de tilápias, um novo caso voltou a atingir produtores rurais da região. Desta vez, um aviário em São Miguel do Iguaçu registrou a morte de aproximadamente 20 mil frangos após queda e oscilações no fornecimento de energia elétrica no distrito de Santa Rosa do Ocoí.
As aves, com 26 dias de vida, morreram depois que a rede passou a operar em “meia fase”, comprometendo os sistemas de ventilação e resfriamento. Segundo a família Bogo, proprietária da unidade, a energia oscilou diversas vezes e, mesmo com o acionamento do gerador, o sistema não conseguiu manter o funcionamento adequado. A chave elétrica não resistiu às variações de tensão e acabou danificada.
Durante as tentativas de restabelecimento por uma equipe terceirizada, a energia teria caído ao menos quatro vezes, o que também resultou na queima de um dos aparelhos do aviário. A concessionária Copel informou que a interrupção durou cerca de 17 minutos. O prejuízo estimado é de aproximadamente R$ 150 mil.
PREJUÍZO NO CAMPO X LUCRO BILIONÁRIO PARA A CONCESSIONÁRIA
Os casos não são isolados. Segundo o Sistema FAEP, produtores de diversas regiões do Paraná vêm acumulando prejuízos devido a quedas frequentes de energia e oscilações na rede elétrica, que já provocaram a mortalidade de animais — principalmente frangos e peixes — além de perdas na produção leiteira e queima de equipamentos.
Apesar disso, a Copel registrou lucro líquido de R$ 2,66 bilhões em 2025. A empresa atribui parte das ocorrências a fatores climáticos e ao contato da vegetação com a rede, enquanto produtores cobram investimentos estruturais e maior estabilidade no fornecimento.