As fortes rajadas de vento que atingiram o Oeste e o Centro-Sul do Paraná nesta sexta-feira (11) provocaram a queda de várias árvores na BR-277, em Ibema, exigindo uma força-tarefa para liberar a rodovia.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), os trabalhos se concentraram entre os quilômetros 535 e 543, onde árvores e grandes galhos caíram sobre a pista após a passagem do temporal.
Imagens registradas durante a ocorrência mostram agentes da PRF utilizando motosserras para cortar troncos e galhos de grande porte. A quantidade de vegetação sobre a rodovia exigiu várias horas de trabalho.
Além da PRF, participaram da operação equipes da concessionária EPR, Defesa Civil e moradores da região, que auxiliaram na retirada do material.
Durante os trabalhos, o trânsito precisou ser controlado pelo sistema Pare e Siga, permitindo a passagem alternada dos veículos e garantindo a segurança das equipes que atuavam na pista.
Ao final da operação, todas as árvores que obstruíam a BR-277 no trecho entre os quilômetros 535 e 543 haviam sido removidas para fora do acostamento, permitindo a normalização do tráfego.
A ocorrência em Ibema aconteceu durante um período de forte instabilidade no Paraná. O Simepar havia colocado o município, assim como Cascavel, Guaraniaçu, Catanduvas, Campo Bonito, Toledo e diversas outras cidades, em alerta de risco alto para tempestades potencialmente severas, com possibilidade de chuva intensa, granizo e fortes rajadas de vento.
Em Cascavel, a aproximadamente 50 quilômetros de Ibema, uma estação do Simepar registrou rajada de 61,2 km/h às 6h30 desta sexta-feira, uma das maiores registradas no Estado naquele período. Toledo chegou a 52,6 km/h e Foz do Iguaçu a 53,6 km/h.
Vídeos feitos na região de Ibema também mostraram grande quantidade de árvores e galhos derrubados pela força do vento, inclusive nas proximidades da BR-277.
Apesar dos transtornos e da necessidade de intervenção na rodovia, não há informação de pessoas feridas em decorrência das quedas de árvores nesse trecho da BR-277.
A PRF reforça a necessidade de atenção dos motoristas durante períodos de tempestade, principalmente diante do risco de queda de árvores, redução da visibilidade e presença de objetos sobre a pista.