O tapete encontrado queimado, da casa do empresário Adair José Lago e da esposa dele, Franciele Rigoni, pode ter sido descartado pelo homem para tentar eliminar provas da morte da mulher, segundo o delegado Herculano Abreu.
Franciele foi encontrada morta dentro do próprio carro, em uma rua Colombo, Região Metropolitana de Curitiba (RMC), no fim de maio.
Quando o tapete foi localizado, às margens da BR-116, a polícia também encontrou um caixa de fósforos e documentos pessoais de Adair. A suspeita é que o tapete tenha sido queimado porque tinha marcas de sangue de Franciele, o que está sendo verificado por uma perícia.
O homem está preso desde 2 de junho.
"O suspeito fez toda uma narrativa de como os fatos teriam ocorrido. E esse tapete poderia colocar por terra toda a narrativa dele. Foi um dos motivos, acreditamos, que ele teria tentado se desfazer do tapete. Mas ele acabou cometendo alguns erros, deixou cair documento [...] Há indícios muito fortes que ele tentava se desfazer de uma prova", explicou o delegado Herculano Abreu.
Um laudo da perícia da Polícia Civil (PC-PR), obtido pelo jornalismo da RPC, identificou as impressões digitais do empresário na caixa de fósforo que estava junto com o tapete.
A defesa de Adair disse que vai reunir todas as provas coletadas pela polícia e apresentá-las ao empresário para que ele se manifeste. Até esta sexta-feira (9), ele não tinha prestado depoimento.
"Essa defesa colherá todos os indícios de prova que foram colhidos até esse momento, levará até o Adair e então definiremos se ele vai continuar em silêncio, até porque até agora não existe nenhuma versão formal deste caso dada por Adair. Ou se ele vai querer dar a versão dele dos fatos, ou quem sabe, uma eventual confissão dele", disse o advogado Jefferson Nascimento da Silva.