Devido a essa diferença em relação ao produto, diz o sindicato, a redução anunciada pela Petrobras de R$ 0,40 no preço do litro da gasolina de tipo A “se aplica somente a 73% do valor do combustível”. “E a baixa de R$ 0,44 no diesel A, por sua vez, reflete em 88% do custo do diesel B. Com isto, caso as distribuidoras repassem a baixa integral para os postos, o valor esperado neste repasse é de uma redução de R$ 0,29 na gasolina. E de R$ 0,39 no diesel”, acrescenta.

Sobre o repasse da redução pelos próprios postos de combustíveis aos consumidores, o sindicato explica que os primeiros dependem das distribuidoras para tal, as quais ainda não repassaram aos postos as baixas nas proporções esperadas. 

“Para reduzir os preços, os postos dependem dos preços cobrados pelas distribuidoras, que dificilmente será na mesma proporção dos custos das refinarias pelas características de funcionamento deste segmento. Ou seja, um terço do custo total dos combustíveis pagos pelo consumidor é referente à refinaria”, explica a Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis).

“É uma inverdade e não faz o menor sentido responsabilizar os postos pelo fato de a redução não ter chegado às bombas com uma dimensão correspondente ao que foi divulgado. Consideramos ainda que a cadeia de combustíveis deve ser entendida como um todo, e não passa de uma cortina de fumaça e solução populista culpar os postos de combustíveis, que representam o elo de menor poder econômico e, portanto, de menor influência na formação de preços”, conclui o Paranapetro.