A Renault irá paralisar 100% de sua produção já nesta segunda-feira (23 de março) devido à falta de peças, mais um efeito causado pela crise do Coronavírus ao redor do mundo. A paralisação total na empresa estava prevista para o dia 1 de abril.
O adiantamento da paralisação total será feito na forma de DNTs (Dias Não Trabalhados, que serão compensados posteriormente) até o dia 1 de abril, quando iniciarão as Férias Coletivas, que, por sua vez, seguirão até o dia 14 de abril.
A Renault está localizada em São José dos Pinhais e emprega cerca de 7.000 trabalhadores.
Outras montadoras
A Volkswagen e a Volvo já haviam decidido entrar em férias coletivas para os funcionários das fábricas da região de Curitiba, em assembleia realizada com os funcionários na última quinta-feira, 19. Medida vale a partir do dia 31 de março e será válida por 15 dias, podendo chegar a 20 dias. O Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (SMC) iniciou um plano de Medidas Emergenciais contra o Covid-19 que consiste na negociação de férias coletivas com as empresas, inclusive com o adiantamento de períodos, com as empresas da categoria na região.
A intenção é manter os trabalhadores em casa para que possam seguir a principal forma de prevenção do coronavírus que é o isolamento social. Com isso, ajudará não apenas os trabalhadores metalúrgicos a se prevenirem, mas também contribuirá significativamente para conter um grande surto no Paraná.
“As férias coletivas de uma categoria tão grande como é a nossa evitarão o uso do transporte coletivo, que é um dos principais locais de contaminação, bem como o contato entre um grande número de trabalhadores, seja na linha de montagem, no uso de equipamentos coletivos ou mesmo nos intervalos de almoço”, resumiu Sérgio Butka, presidente do SMC.
Butka complementa ainda que isso amplia as ações de prevenção que já vinham sendo tomadas pelas empresas, como limpeza, mudanças de horário e concessão de home office. “Essa medida precisa ser tomada agora, quando a curva de contaminação não está tão alta, com isso vamos contribuir significativamente para o achatamento dessa curva, tão falado pelas organizações de saúde”, finalizou.