“O primeiro semestre foi muito bom para a cooperativa, que colhe os frutos daquilo que foi trabalhado no ano passado, o agro é assim. Devemos crescer na ordem de 30% a 35% em faturamento em 2023”.
Com isso, a cooperativa deverá apresentar movimentação financeira superior a R$ 1,6 bilhão neste ano.
A afirmação é do presidente do Conselho de Administração da Primato Cooperativa Agroindustrial, Anderson Leo Sabadin, ao Viver Toledo, nesta quinta-feira (6), dia em que uma nova unidade de recebimento de grãos é incorporada, desta vez em Vitorino, na região Sudoeste do Paraná.
Ao mesmo tempo, o dirigente comemora o fato de a Primato dobrar o volume de suínos e leite produzidos pelos cooperados para a Frimesa - cooperativa central formada pela própria Primato e outras quatro cooperativas de produção - C.Vale, Copagril, Lar e Copacol.
De acordo com o Sabadin, como vários outros anos, este é um ano desafiador, com avanços em várias frentes como ocorre na área de recebimento de grãos.
“E quando se fala em grãos, se fala em transformação de milho e soja proteína animal, carne e leite, pois tudo se transforma e pouco se vende de grãos, agregando valor, riqueza, trabalho e emprego. Esse é o foco da nossa cooperativa, que no final de tudo deve gerar renda para os nossos cooperados e colaboradores”, enfatiza.
Proteína animal
O início recente das operações do frigorífico da Frimesa em Assis Chateaubriand representa forte impacto na atuação da Primato Cooperativa Agroindustrial, que praticamente dobrou a entrega de suínos produzidos pelos seus cooperados.
Em outra frente, a cooperativa fortalece também a produção de leite na região e tem expressiva produção de aves que já comportaria a implantação de um frigorífico próprio.
Em 2022 a Primato entregava em média 27 mil suínos/mês para a Frimesa, produção que saltou para mais de 50 mil suínos/mês. A evolução também ocorre em relação ao volume de produção de leite, que está sendo dobrado pelos cooperados da Primato.
“Uma vez terminado o projeto do frigorífico em Assis, a Frimesa vem estrategicamente ampliando a atuação na área do leite na região”, comenta Sabadin.
“Além disso, a Primato já aloja um número expressivo de frango, o que viabiliza tranquilamente para o futuro um frigorífico. Hoje trabalhamos com a intercooperação, para a cooperativa crescer gradativamente e ter estrutura para tudo o que ela pode fazer”, completa.