A indignação de um produtor rural é o assunto dos últimos dias. O que gerou toda essa insatisfação, foi o corte de quatro fileiras de milho às margens da PR-239, no município de Quatro Pontes, no Oeste do Paraná.
A retirada da plantação foi feita por um funcionário que presta serviços para o DER. (Departamento de Estradas de Rodagem).
O Departamento informou em nota que: “O local onde foi realizada a roçada, fica na faixa de segurança da rodovia, não sendo permitida sua utilização para qualquer fim sem autorização expressa do órgão”.
Só que no meio disso tudo, recebemos questionamentos sobre o matagal que está no mesmo barranco bem próximo de onde o milho foi retirado. Os moradores querem saber como a plantação atrapalha a visão da rodovia e o mato não.
Sobre isso, nós questionamos o DER que em nota disse o seguinte: “No local em questão, o talude [um plano de terreno inclinado que limita um aterro] no espaço lateral da rodovia se encontra praticamente sem vegetação natural, situação típica em casos de uso de herbicidas sobre a faixa de domínio da rodovia, o que é proibido. A roçada neste caso foi executada na parte superior do talude, visando a restituição da proteção natural proporcionada pela vegetação, e garantindo que não haverá necessidade de utilizar defensivos agrícolas no local”, explica a nota.
Além disso, o departamento informou que a vegetação natural é necessária para evitar assoreamento, erosão e, principalmente, o entupimento das valetas ao lado da rodovia, que dão o destino correto às águas da chuva não deixando acúmulo na pista, evitando aquaplanagem de veículos. O DER esclareceu ainda que a roçada sempre é feita na faixa de segurança das rodovias, mas ela pode ser realizada além desse espaço, ainda dentro da faixa de domínio da mesma, caso isso seja necessário para garantir a segurança dos usuários.
Só que de acordo com o Departamento, as situações de intervenção nas plantações são raras “Estas situações, não são comuns, uma vez que a maioria dos produtores agrícolas situados em lotes lindeiros utilizam a faixa de domínio corretamente, sem necessidade de intervenções por parte do DER/PR”, finaliza a nota.