Um policial civil aposentado, identificado como Sandro Carlos da Rocha, morreu na tarde de ontem (24) após uma ação envolvendo equipes da Rotam, na BR-277, entre Céu Azul e Matelândia, no Oeste do Paraná.
De acordo com informações da Polícia Militar do Paraná, a equipe da 3ª Companhia se deslocava para a sede da unidade de Matelândia quando avistou uma motocicleta realizando ultrapassagem pelo acostamento da rodovia. Ainda segundo o relatório, o veículo já era conhecido das forças de segurança por utilizar rotas alternativas para evitar fiscalizações no trecho entre os dois municípios, o que levantou suspeita.
Diante da infração de trânsito, os policiais iniciaram tentativa de abordagem com sinais sonoros e luminosos da viatura. O condutor não obedeceu à ordem de parada e fugiu em alta velocidade, realizando ultrapassagens proibidas e, conforme o boletim, colocando outros motoristas em risco.
Em determinado momento, nas proximidades da entrada de uma propriedade às margens da rodovia, o motociclista reduziu a velocidade, indicando que poderia parar. Quando os policiais desembarcaram da viatura, ele teria acelerado novamente e avançado contra os agentes, que precisaram desviar para não serem atingidos. Diante da situação, os policiais efetuaram disparos direcionados ao pneu da motocicleta. O condutor perdeu o controle do veículo e caiu às margens da via.
Equipes do Samu foram acionadas, mas o homem não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local. Os policiais envolvidos na ocorrência não ficaram feridos.
A área foi isolada para os trabalhos da Polícia Científica do Paraná, que realizou a perícia e o recolhimento do corpo, encaminhado ao necrotério do órgão. A Polícia Civil do Paraná também esteve no local e investiga as circunstâncias e a motivação da ocorrência.
Segundo a Polícia Civil de Matelândia, Sandro estava desarmado no momento da ação. Após a perícia, foram encontradas diversas mercadorias de origem estrangeira no baú da motocicleta. De acordo com a PM, os produtos seriam oriundos do Paraguai e foram encaminhados à Receita Federal do Brasil em Foz do Iguaçu.
O caso segue sob investigação, e outros detalhes ainda não foram oficialmente divulgados pelas autoridades competentes.