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PM é preso e outros dois são afastados da função por suspeita de vender veículos apreendidos pela corporação, no PR
Eles foram alvo de uma operação do Gaeco. Oficiais pertencem a 5ª Companhia Independente da Polícia Militar, em Cianorte, no noroeste do Paraná.
Por G1 Paraná | Postado em: 06/02/2026 - 06:10

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Um policial militar foi preso e outros dois foram afastados da função por serem suspeitos de vender veículos apreendidos pela corporação. Eles foram alvo de uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, nesta quinta-feira (5).

Os oficiais pertencem a 5ª Companhia Independente da Polícia Militar, em Cianorte, no noroeste do Paraná. Os nomes deles não foram divulgados.

Durante a Operação Proditio, quatro mandados de busca e apreensão também foram cumpridos. Ao todo, as ordens judiciais, expedidas pela Vara da Auditoria da Justiça Militar Estadual, foram cumpridas em Maringá, Paiçandu, Morretes, Cianorte, Japurá, São Tomé, Indianápolis, São Manoel do Paraná.

De acordo o promotor Guilherme Franchi, as investigações apontam que os três policiais militares investigados apreenderam um carro irregularmente. Depois, eles tiraram o veículo do pátio da companhia e o venderam. O mesmo foi feito, posteriormente, com uma moto.

"A princípio, as pessoas que compraram esses veículos estavam de boa-fé. Inclusive fizeram pagamentos via PIX na conta do policial militar. Posteriormente, através de uma ação da própria Polícia Militar de Cianorte, por meio da agência local de inteligência, esses veículos foram localizados, ambos na cidade de Maringá. O primeiro veículo foi recuperado no ano passado e a motocicleta foi recuperada em janeiro deste ano", contou o promotor.

O major Gimenez da Polícia Militar, explicou que a corporação desconfiou da situação depois que os proprietários dos veículos foram até o pátio da PM em Cianorte para recuperá-los e não os encontraram.

"Proprietários vieram atrás do veículo, acreditando que eles estivessem na nossa sede em Cianorte, mas não estavam. Isso deu início da procura por esses bens. [...] Durante as diligências, foi encontrado o veículo em posse de terceiros", explicou Gimenez.

Segundo o major, os três policiais investigados trabalhavam na cidade de Jussara quando os crimes foram cometidos.

Em nota, a Polícia Militar (PM-PR) informou que será instaurado um processo para a apuração dos fatos, garantindo a defesa dos envolvidos. 

Veja abaixo a nota na íntegra:

"No âmbito administrativo e criminal, será instaurado o devido procedimento para apuração dos fatos, com a garantia do contraditório e da ampla defesa aos envolvidos. A Polícia Militar do Paraná reafirma seu compromisso com a legalidade, a moralidade e a transparência, não compactuando com qualquer conduta que se desvie dos preceitos legais, colaborando de maneira direta, por meio de sua Corregedoria, para identificar e reprimir condutas indevidas praticadas por seus integrantes."

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