O personal trainer Eduardo Werneck Stevens, de 31 anos, que ficou gravemente ferido após uma explosão seguida de incêndio em um apartamento em Foz do Iguaçu, morreu na madrugada desta sexta-feira (6). O acidente ocorreu por volta das 0h15 do dia 26 de fevereiro.
Segundo informações divulgadas inicialmente pelo Hospital Municipal Padre Germano Lauck, logo após o ocorrido Eduardo sofreu queimaduras em cerca de 80% do corpo. Ele foi internado em estado grave, intubado e na UTI, recebendo medicações para manter a pressão arterial e passando por hidratação intensiva para preservar a função dos rins.
Posteriormente, após transferência para o Hospital Universitário Evangélico Mackenzie, em Curitiba, uma nova avaliação médica constatou que o personal trainer tinha aproximadamente 90% do corpo com lesões.
Desde a internação, ocorrida na sexta-feira (27 de fevereiro), Eduardo permaneceu em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ele passou por um procedimento cirúrgico no dia 2 de março, mas não resistiu à gravidade das lesões.
Em nota, o hospital confirmou o óbito: “O Hospital Universitário Evangélico Mackenzie (HUEM) informa, com pesar, que o paciente Eduardo Werneck Stevens não resistiu à gravidade dos ferimentos e evoluiu a óbito às 2h30 desta sexta-feira. A instituição manifesta solidariedade e sentimentos aos familiares e amigos neste momento de profunda dor”, informou a unidade.
O hospital também destacou que, desde a admissão, o paciente recebeu assistência integral da equipe multiprofissional, com todos os recursos disponíveis para o atendimento.
Até o momento, não foram divulgadas informações sobre velório e sepultamento.
O CASO

Imagens de câmeras de segurança registraram o momento da explosão, por volta das 0h15 do dia 26 de fevereiro.
Conforme relato da namorada da vítima ao Corpo de Bombeiros, o casal estava cozinhando no momento do acidente. Ela contou que foi ao banheiro instantes antes da explosão.
A mulher recebeu atendimento médico e foi encaminhada para avaliação hospitalar, mas não sofreu ferimentos.
Equipes do Corpo de Bombeiros atuaram no combate às chamas e no resgate das vítimas. Durante o atendimento, um dos bombeiros sofreu um corte na mão ao manusear os destroços.
Por volta das 9h30 daquele mesmo dia, a Defesa Civil esteve no local para avaliar a estrutura do prédio. Por segurança, o bloco 6 do Condomínio Crisálidas, que possui 96 apartamentos, foi interditado. Os moradores afetados precisaram ser realocados temporariamente em hotéis ou imóveis por temporada.
O fogo começou em um apartamento no 4º andar e acabou se espalhando pelo prédio.

A explosão quebrou vidros, derrubou parte da parede lateral do imóvel e lançou objetos para fora do condomínio, atingindo inclusive casas vizinhas.
O bloco 6 do condomínio permanece interditado. Para que o prédio seja liberado novamente, o condomínio precisa contratar uma empresa especializada para emitir um laudo técnico e, posteriormente, realizar os reparos necessários na estrutura.