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Paraná fecha 2020 com aumento de mais de 20% na exportação de carne suína
Carne de porco produzida no estado tem abastecido mercados de diversos países, incluindo Hong Kong, Cingapura e Vietnã.
Por G1Paraná | Postado em: 03/01/2021 - 10:52

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O Paraná é o terceiro maior exportador brasileiro de carne suína. O estado fechou 2020 com um crescimento de mais de 20% nas exportações do produto. Foram mais de 120 mil toneladas vendidas.

No ano passado, o Brasil bateu recordes de embarque da carne de porco, totalizando mais de um milhão de toneladas.

Setenta por cento desta produção foi vendida para o mercado asiático, especialmente a China, que enfrentou problemas com a produção local, como explica Leonardo Rocha, gerente de integração da Cooperativa Copacol, com sede em Cafelândia, no oeste do estado. 

"A cadeia de suínos do Brasil cresceu muito em função dos fatos que ocorreram na China, com a peste suína, que fez com as nossas exportações fossem alavancadas. O câmbio também foi muito favorável, oferecendo uma alta rentabilidade nos negócios", comenta Rocha.

Investimento 

Há dez anos, o agricultor Deroni Utcenski mora com a família em um sítio em Cafelândia. Com o apoio da cooperativa, ele decidiu investir na criação de porcos.

A granja de leitões dobrou de tamanho ao longo dos anos. Ele, a esposa e o filho cuidam da criação dos animais e a dedicação da família foi premiada.

Em 2020, eles ganharam um prêmio de melhor produtor de suínos da cooperativa. 

"O segredo é a gente trabalhar, cuidar com carinho e seguir as orientações técnicas", disse o agricultor. 

Todos os animais são entregues na integradora que reúne cinco cooperativas do oeste do Paraná. Cerca de 20% da produção vai para o prato de consumidores de outros países.

Os maiores compradores da região são Hong Kong, Cingapura e Vietnã. Além de cortes nobres, estes países também importam parte do porco que não têm valor comercial aqui no Brasil, como explica o gerente comercial da cooperativa, Mauro Kramer.

"Alguns itens como a orelha, a língua, o intestino o estômago e a bexiga são itens que o mercado asiático consume muito e que, inclusive, paga mais do que a própria carne".

A grande procura fez o preço disparar e garantir um ano lucrativo para os produtores. 

"Nós já estamos na atividade há cinco anos e este foi o melhor ano da atividade", comemora o produtor Marcelo Effting. 

Aproveitando o bom momento, a família dele decidiu investir. Ao lado do antigo chiqueiro, foi construído um novo. O novo abrigo ficou pronto em novembro e já tem 600 leitões alojados.

A obra custou R$ 360 mil, mas o agricultor espera recuperar o dinheiro em pouco tempo. "Nós estamos contando que 2021 vai ser ainda melhor", afirma Effting. 

Futuro 

A expectativa é que novos mercados se abram para a carne paranaense neste ano, quando o estado for reconhecido internacionalmente como área livre de aftosa sem vacinação.

Pensando no futuro, as cooperativas também já fazem novos investimentos.

Em 2023, deve ser inaugurado em Assis Chateaubriand, o maior frigorífico de suínos da América Latina, com capacidade para abater até 15 mil porcos por dia. 

"Isso vai aumentar o número de novos associados e os sócios de hoje também vão crescer. É mais oportunidade para o produtor, mais renda e mais recursos circulando na região", conta Valdir Pitol, presidente da cooperativa.  Carne de porco produzida no estado tem abastecido mercados de diversos países, incluindo Hong Kong, Cingapura e Vietnã — Foto: Reprodução/RPC

Carne de porco produzida no estado tem abastecido mercados de diversos países, incluindo Hong Kong, Cingapura e Vietnã — Foto: Reprodução/RPC

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