A Polícia Federal de Guaíra deflagrou, nesta terça-feira (25), a segunda fase da Operação Chrysós, que busca desarticular uma organização criminosa de atuação transnacional envolvida no financiamento e na manutenção de uma fábrica clandestina de cigarros falsificados.
A primeira fase da operação foi realizada em julho de 2025, quando a PF desmantelou uma fábrica clandestina instalada no município de Ourinhos, no interior de São Paulo.
Nesta nova etapa, as investigações avançaram sobre a estrutura financeira da organização. O foco é identificar e responsabilizar os financiadores do esquema, desarticular o núcleo responsável pela lavagem de dinheiro e localizar o principal líder do grupo criminoso.
Por determinação da Justiça Federal de Guaíra, estão sendo cumpridos oito mandados de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão. As ordens judiciais são cumpridas em Guaíra, Umuarama, Cascavel e Londrina, no Paraná; Mundo Novo, no Mato Grosso do Sul; e Barueri, em São Paulo.
Além das prisões e buscas, a Justiça determinou o sequestro de bens móveis e imóveis pertencentes a 16 pessoas físicas e jurídicas, além de um imóvel localizado em Itapema, em Santa Catarina.
Também estão sendo sequestrados veículos encontrados na posse dos investigados que são alvos dos mandados de busca e apreensão. Entre as medidas determinadas está ainda o cancelamento de um CPF e de sete CNPJs relacionados aos investigados.
Segundo a Polícia Federal, a Operação Chrysós 2 representa uma nova etapa no enfrentamento à estrutura criminosa responsável por sustentar financeiramente as atividades ilícitas relacionadas à produção e comercialização de cigarros falsificados.
As medidas buscam atingir não apenas a estrutura operacional do esquema, mas também o patrimônio e os responsáveis pelo financiamento e pela lavagem dos recursos obtidos com as atividades criminosas.