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Operação nacional mira empresa de Toledo ligada ao Comando Vermelho
A movimentação financeira do negócio, que chega a cifras milionárias, chamou a atenção das autoridades por apresentar inconsistências com a capacidade operacional declarada.
Por Toledo News/G1 | Postado em: 17/07/2025 - 15:26

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Uma empresa de materiais de construção sediada em Toledo, foi parte das investigações da “Operação Tropa do Empresário”, deflagrada pela Polícia Civil do Ceará (PCCE). A ação teve como foco desarticular uma rede de lavagem de dinheiro ligada ao Comando Vermelho (CV), facção criminosa que atua nacionalmente no tráfico de drogas.

Segundo a investigação, os sócios da empresa toledana seriam responsáveis por comprar drogas no Paraguai e remeter os entorpecentes ao grupo criminoso cearense. Além disso, os empresários teriam fornecido uma chave Pix vinculada ao Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) da empresa para receber depósitos de dinheiro oriundo do tráfico. A movimentação financeira do negócio, que chega a cifras milionárias, chamou a atenção das autoridades por apresentar inconsistências com a capacidade operacional declarada.

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos tanto na sede da empresa em Toledo quanto nas residências dos dois sócios. Um veículo de luxo foi apreendido no município e está entre os quatro dos 16 carros de alto padrão sequestrados pela Justiça em todo o país. Itens e documentos recolhidos devem embasar novas etapas da investigação.

A operação cumpriu ordens judiciais em cinco estados: Ceará, Paraná, Goiás, São Paulo e Mato Grosso do Sul. No total, cinco pessoas foram presas, incluindo um empresário do ramo de automóveis em Fortaleza-CE, que foi detido em um condomínio de luxo. Com ele, a Polícia encontrou cheques que somavam R$ 1,5 milhão, além de armas e drogas.

As investigações começaram em 2022, após a prisão de um traficante em Caucaia, no Litoral do Ceará, que atuava em pontos turísticos como as praias de Cumbuco e Jericoacoara. A partir daí, os agentes mapearam uma rede de empresários que auxiliavam o grupo criminoso na lavagem de dinheiro por meio de empresas de fachada ou com atividades aparentemente legítimas nos ramos de construção civil, eventos e venda de veículos.

Batizada de “Tropa do Empresário”, a operação teve o nome inspirado no termo utilizado pelos próprios criminosos para se referirem ao grupo de empresários que operava o esquema. Ao todo, a Justiça determinou o bloqueio de 24 contas bancárias, sendo 14 de pessoas físicas e 10 de empresas, além do sequestro dos veículos de luxo.

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