Condenada em 07 de junho de 2018, pelo conselho de sentença do Tribunal do Júri, a 23 anos de prisão, pelos crimes de homicídio simples, ocultação de cadáver, roubo de veículo e acusação indevida, Janete Boeni foi solta a mando da justiça, com obrigação de utilizar tornozeleira eletrônica.
Conforme informado ao Correio do Lago pelo advogado de Janete, Dr. Carlos Luciano Flores, em 29/11/2018 o Tribunal de Justiça do Paraná, por unanimidade de votos, reduziu a pena base em relação ao crime de homicídio, afastando ainda as causas de aumento da pena aplicada pelo juiz da comarca de Santa Helena, reconhecendo a confissão espontânea e outras causas de diminuição, reduzindo a pena inicialmente aplicada em 23 anos de reclusão, para 14 anos e 11 meses.
Em 23 de abril, Janete alcançou o direito à progressão de regime do fechado ao semi-aberto.
Após exames psicológicos realizados, Janete teve o benefício da progressão de regime concedido mediante monitoração eletrônica, conforme determina o Tribunal de Justiça do estado do Paraná, uma vez que não existem vagas de regime semi-aberto disponíveis.
O caso
Janete foi condenada por assassinar a facadas e “concretar” o corpo de sua própria irmã Ladis Boeni de 52 anos, em dezembro de 2016, no bairro Baixada Amarela, Santa Helena.
Janete teria dito para a família que a irmã tinha viajado para Cuba, onde encontraria com um médico, com quem mantinha relacionamento amoroso. Ela ainda furtou o carro da irmã e foi para Penha, em Santa Catarina, onde foi presa após o corpo de Ladis Boeni ser encontrado por um sobrinho delas, alguns dias depois, por conta do mau cheiro.
Ao todo, Janete foi condenada há 15 anos e 10 meses pelo homicídio, o restante da pena foram os agravantes impostos pelo Tribunal.