O crime aconteceu na madrugada do dia 31 de janeiro, quando, segundo a investigação, o policial invadiu a casa de Jessica Brito de Lima, de 30 anos, e efetuou 17 disparos contra ela e Gabriel Dulo, de 23 anos. Ambos morreram no local.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Paraná (SESP-PR), Gustavo utilizou a arma institucional para cometer o crime. Ele era lotado em Cianorte e estava de folga no dia dos fatos. Após o ocorrido, apresentou-se espontaneamente no Pelotão da Polícia Militar de Terra Boa e entregou a arma utilizada.
O policial foi encaminhado à 21ª Subdivisão Policial de Cianorte e permanece preso desde o dia do duplo homicídio. Em nota, a SESP informou que estão sendo adotadas as medidas legais, administrativas e disciplinares cabíveis.
Durante o depoimento à Polícia Civil, o acusado optou por permanecer em silêncio.
No dia 5 de fevereiro, a defesa informou que Gustavo confessou o crime e que, naquele momento, não apresentaria pedido de liberdade.
Agora, a denúncia será analisada pela Justiça, que decidirá se o policial se tornará réu no processo.
Relacionamento conturbado
Jessica e Gustavo tiveram um relacionamento de sete anos e eram pais de um filho. Segundo a irmã da vítima, Greise Fortunato, o casal enfrentava problemas desde o final de 2024, alternando períodos de separação e reconciliação ao longo de 2025.
Há cerca de oito meses antes do crime, Jessica chegou a solicitar medida protetiva contra o policial, que foi concedida pela Justiça. No entanto, a vítima retirou o pedido duas semanas depois, segundo a irmã, após sofrer pressão psicológica.
A última tentativa de reatar o relacionamento ocorreu em outubro de 2025, mas terminou no mesmo mês. Desde então, os dois não mantiveram mais relação.
Em novembro de 2025, Jessica conheceu Gabriel Dulo e os dois estavam iniciando um relacionamento quando o crime ocorreu.
O caso segue sob responsabilidade da Justiça, que dará andamento ao processo criminal.









































