A Justiça decretou a prisão preventiva de Ualisson Renan Almeida, de 31 anos, investigado pelo atropelamento que provocou a morte de um casal e deixou outras duas pessoas feridas na noite de sábado (31), em Francisco Alves, no Noroeste do Paraná.
O acidente aconteceu por volta das 22h10, na Avenida Leão Gondim de Oliveira, região central da cidade. Conforme a Polícia Militar, o motorista conduzia um Ford Fusion em alta velocidade quando teria tentado realizar uma manobra conhecida como “cavalo de pau”. Ele perdeu o controle da direção, atingiu dois veículos estacionados, um Chevrolet Prisma e um Ford Focus, e atropelou quatro pessoas que estavam sentadas ao redor de uma mesa.
As vítimas fatais foram identificadas como Deibis Francisco Guzman Salazar, de 43 anos, e sua esposa, Mirialbis Aleisber Obdulio Yanez, de 39 anos, ambos venezuelanos. O casal foi socorrido, mas não resistiu aos graves ferimentos.
Uma criança de apenas um ano também foi atingida, recebeu atendimento médico e já teve alta. A quarta vítima, uma jovem de 23 anos, permanece internada, mas, conforme as últimas informações divulgadas, está fora de perigo.
Segundo a Polícia Militar, o condutor foi encontrado dentro do automóvel apresentando sonolência, olhos avermelhados e fala desconexa. Ele se recusou a realizar o teste do bafômetro, mas os policiais registraram os sinais de alteração da capacidade psicomotora.
O motorista foi preso em flagrante e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Iporã. Durante o interrogatório, optou por permanecer em silêncio.
A suspeita de que ele tenha realizado a manobra perigosa foi relatada por populares e ainda depende de confirmação durante a investigação.
No domingo (1º), a Justiça converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva, negando o pedido de liberdade provisória apresentado pela defesa.
Isso significa que o motorista, preso logo após o atropelamento, deverá permanecer detido à disposição da Justiça. A decisão considerou a gravidade dos fatos e entendeu que medidas alternativas à prisão seriam insuficientes.
O Ministério Público também apontou a possibilidade de o condutor ter assumido o risco de provocar mortes ao dirigir nas circunstâncias relatadas. A classificação definitiva dos crimes, porém, ainda dependerá do andamento das investigações e da análise judicial.
O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil.
O espaço fica disponível para a defesa do acusado se manifestar.