Uma negociação de compra de motocicleta terminou em prejuízo e mobilizou a Polícia Civil após um morador cair em um golpe envolvendo um anúncio publicado no Marketplace do Facebook, em Quatro Pontes.
De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima encontrou o anúncio de uma Honda CG 125 Fan KS, ano 2010, pelo valor de R$ 3.700. Após demonstrar interesse, passou a conversar com uma pessoa que se apresentou como intermediador da venda.
Segundo o relato, o homem informou que a motocicleta pertencia ao cunhado, que seria caminhoneiro, e que o veículo estava em Quatro Pontes. Durante a negociação, fotos e informações da moto foram enviadas ao comprador, que decidiu ir até a cidade para verificar o veículo pessoalmente.
Ao chegar no endereço indicado, o comprador foi recebido por uma mulher, que se apresentou como esposa do proprietário da motocicleta. Ela mostrou os documentos do veículo e acompanhou a vistoria. Conforme o boletim, os dados do chassi e do motor conferiam com a documentação, além de não haver débitos ou restrições no sistema de trânsito.
Convencido de que a negociação era verdadeira, o comprador e a mulher seguiram até o posto do Detran para iniciar os procedimentos de transferência da moto. Após assinaturas e reconhecimento de firma em cartório, foram realizados dois pagamentos via PIX, cada um no valor de R$ 1.850, totalizando R$ 3.700.
No entanto, ao retornar para retirar a motocicleta, o comprador foi surpreendido pela negativa da entrega. A mulher informou que o marido havia telefonado dizendo que eles também teriam sido vítimas de um golpe.
Ainda conforme o registro policial, o casal revelou que estava sendo orientado por um terceiro a mentir sobre o parentesco com o suposto vendedor, acreditando que receberiam um valor maior pela motocicleta após a conclusão do negócio.
A vítima tentou resolver a situação de forma amigável, pedindo o reembolso dos valores pagos e o cancelamento da transferência do veículo, porém não houve acordo.
O caso foi registrado como estelionato e deverá ser investigado pelas autoridades competentes.
Foram cumpridos mandados relacionados aos crimes de tráfico de mulheres para fins de exploração sexual, redução à condição análoga à de escravidão, manutenção de casa de prostituição, rufianismo e associação criminosa.
Durante o cumprimento de um mandado de prisão, os policiais constataram que o indivíduo também realizava o exercício irregular de atividades de segurança privada.