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Morte de mãe e filha: laudos mostram que carro não tinha problemas e marido podia ter freado antes de veículo cair em rio
Após o acidente ser investigado, a Polícia Civil concluiu que ele jogou o carro da família no rio de propósito.
Por g1 PR | Postado em: 18/05/2026 - 11:12

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A delegada Iasmin Gregório informou que os laudos não identificaram problemas no carro que caiu no Rio Paraná, em Porto Rico, no Noroeste do Paraná. Dentro dele estavam Iria Djanira Roman Costa Talaska, de 36 anos, e a filha dela, Maria Laura Roman Talaska, de três anos, que morreram afogadas.

Quem dirigia o carro era o marido de Iria, Márcio Talaska, de 38 anos. Após o acidente ser investigado, a Polícia Civil concluiu que ele jogou o carro da família no rio de propósito.

Márcio foi indiciado por feminicídio, pela morte da esposa, e por vicaricídio, pela morte de Maria Laura. Ele está preso preventivamente desde o dia 8 de maio.

Vicaricídio é o crime cometido contra uma pessoa que está sob a guarda de uma mulher para causar sofrimento a ela. A delegada explicou que a tipificação se encaixa no caso porque houve possibilidade de dolo: Iria poderia não ter morrido e Maria Laura, sim.

A defesa de Márcio disse que irá se manifestar somente após analisar o processo.

Segundo a delegada, os exames periciais feitos durante a investigação mostram que não havia nada que pudesse impossibilitar Márcio de frear antes de o veículo cair na água. Também não há indícios de que o homem estava perdido durante o trajeto, com base na análise das câmeras de segurança.

"Não havia um motorista desorientado, [Márcio] não perguntou qualquer tipo de orientação para sair da cidade. Então, a Polícia Civil constata que não foi um acidente, foi proposital, e ele que estaria dirigindo o veículo", Iasmin relatou.

A delegada ainda ressaltou que foi possível perceber que ele demorou para pedir ajuda, depois que o carro estava submerso.

O depoimento de um pescador que estava no local e as imagens gravadas pelo sistema de segurança confirmaram que o homem saiu nadando "com uma certa habilidade", segundo Iasmin. Depois, ao ver que havia uma pessoa no flutuante, gritou: "Morreu minha mulher e minha filha".

"E eu acho que, na condição humana, um pai, uma mãe, tentariam salvar o filho primeiro antes de sair do veículo", a delegada considerou.

No total, 11 pessoas foram ouvidas ao longo da investigação, como familiares e amigos que estavam com o casal. O inquérito, agora, é encaminhado ao Ministério Público do Paraná, que pode, ou não, denunciar Márcio.

COMO FORAM AS MORTES

Iria e Maria Laura foram encontradas mortas em um carro submerso que caiu no Rio Paraná, em Porto Rico, na noite do dia 2 de maio. A queda foi filmada.

A princípio, Márcio mentiu no depoimento ao dizer que era Iria quem dirigia o carro e que ela se perdeu no caminho para casa. Porém, as câmeras de segurança da região confirmaram que o marido era o motorista.

As apurações seguintes mostraram o trajeto realizado pelo carro, comprovando que o condutor seguiu em linha reta e acessou as ruas próximas ao rio sem desviar. No total, ele dirigiu por oito minutos antes de o automóvel chegar à rampa e entrar na água.

ANTES DE CARRO CAIR EM RIO, MÚSICA CAUSOU "CLIMA DE TENSÃO" ENTRE O CASAL

No dia em que o carro com a família caiu no rio, o casal estava em uma confraternização em Porto Rico.

Duas pessoas ouvidas durante a investigação informaram que um "clima de tensão" se formou entre o casal, depois que Iria escolheu uma música sobre traição para cantar. Isso fez Márcio deixar o local sem se despedir. Em seguida, a família foi embora.

O carro com a família caiu no rio depois que eles deixaram a festa. Márcio foi o único que conseguiu se salvar.

A delegada afirma que considera o fato como uma linha de investigação da motivação do crime.

TESTEMUNHA RELATOU QUE VÍTIMA SOFRIA VIOLÊNCIA PSICOLÓGICA

Uma amiga de Iria disse em depoimento que ela sofria violência psicológica e havia relatado que "não aguentava mais o casamento".

"Ela [amiga] relata que, apesar de não ter nada formalizado, como um boletim de ocorrência ou medida protetiva, o relato dela é que a Iria já estava em uma situação de violência psicológica e que já não estava aguentando mais o casamento. Inclusive, na quinta-feira, três dias antes do fato, ela [Iria] manda mensagens pra essa amiga chorando e dizendo que não aguenta mais", contou a delegada.

A testemunha também relatou que houve episódios em que Iria chegou triste ao trabalho e com hematomas pelo corpo.

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