Morreu nesta segunda-feira (23) a adolescente Júlia Motta, de 17 anos, que enfrentava um câncer raro em Cascavel. A jovem ficou conhecida por mobilizar a comunidade e pessoas de diversas regiões do país em uma grande campanha solidária em busca de um tratamento que pudesse salvar sua vida.
A luta contra a doença começou ainda na infância. Júlia recebeu o primeiro diagnóstico aos 7 anos e, desde então, passou por diversos procedimentos médicos, incluindo um transplante de medula. Ao longo dos anos, ela chegou a ser considerada livre do câncer em duas ocasiões, trazendo esperança para a família e amigos.
No entanto, em 2023, após exames de rotina, a doença voltou a se manifestar. Desta vez, o câncer apresentou alterações na medula e também nos ossos, fazendo com que a adolescente precisasse iniciar uma nova e difícil etapa de tratamento.
Para tentar conter o avanço da doença, Júlia passou por sessões de quimioterapia enquanto aguardava acesso a um tratamento mais avançado: uma imunoterapia específica e de alto custo. O medicamento, importado, motivou uma grande mobilização solidária. Campanhas realizadas pela comunidade arrecadaram mais de R$ 1,2 milhão para ajudar no tratamento.
Além das campanhas, a família também precisou recorrer à Justiça após o plano de saúde negar a cobertura do medicamento. A decisão judicial foi favorável, garantindo o fornecimento da medicação. Parte das doses chegou a ser aplicada, e a adolescente inclusive viajou para dar continuidade ao tratamento.
A história de coragem e esperança de Júlia sensibilizou moradores de Cascavel e pessoas de várias regiões, que acompanharam de perto cada etapa da luta da jovem pela vida.
O velório acontece nesta terça-feira (24) no Jardins Cemitério-Parque, localizado na rua Maria Luiza, no bairro Esmeralda, em Cascavel. O sepultamento está marcado para as 16h. A despedida reúne familiares, amigos e pessoas que foram tocadas pela trajetória da adolescente, que se tornou símbolo de força e solidariedade.
