Um morador de Nova Santa Rosa permanece preso preventivamente por suposto envolvimento no esquema criminoso investigado pela Polícia Federal durante a Operação Falsa Promessa, deflagrada em 29 de maio deste ano no Oeste do Paraná.
A informação foi apurada pelo Portal Nova Santa Rosa junto a uma fonte ligada ao caso. Conforme levantado pela reportagem, o homem residia em Nova Santa Rosa, mas trabalhava em Santa Helena, um dos municípios onde a investigação apontou a atuação da organização criminosa.
Na época da operação, em 29 de maio deste ano, a Polícia Federal cumpriu mandados judiciais em Santa Helena e Entre Rios do Oeste, resultando no resgate de mulheres vítimas de exploração sexual, na prisão preventiva da responsável pelos estabelecimentos investigados e na interdição de três casas onde, segundo as investigações, ocorria a exploração das vítimas.
As apurações da Polícia Federal indicam que o grupo criminoso aliciava mulheres estrangeiras, principalmente paraguaias e argentinas em situação de vulnerabilidade, com falsas promessas. Ao chegarem ao Brasil, elas eram submetidas a um esquema de exploração sexual, com restrições de liberdade, retenção de documentos, dívidas fraudulentas e indícios de apropriação dos valores obtidos nos programas.
Embora a operação tenha sido amplamente divulgada na época, a informação de que um morador de Nova Santa Rosa está entre os investigados e permanece preso não havia sido tornada pública até então.
A reportagem do Portal Nova Santa Rosa descobriu que a esposa do investigado disse a pessoas próximas não ter conhecimento de qualquer envolvimento do marido com o esquema criminoso apurado pela Polícia Federal.
O Portal ainda buscou obter mais informações sobre o andamento do processo, porém foi informado de que a ação penal tramita em segredo de Justiça, motivo pelo qual não foi possível confirmar outros detalhes relacionados às investigações e às acusações atribuídas ao morador.
Diante do sigilo judicial, o Portal Nova Santa Rosa opta por não divulgar a identidade do investigado neste momento, preservando o devido processo legal e o direito à ampla defesa. O caso segue sendo acompanhado pela reportagem, que divulgará novas informações assim que houver manifestação oficial das autoridades ou levantamento do segredo de Justiça.