Uma massa de ar frio que vai ingressar no começo da semana que vem no Sul do Brasil e vai se reforçar sobre o território brasileiro entre os dias 18 e 20 deste mês não apenas será de maior intensidade. O que mais vai chamar a atenção neste episódio de frio será a sua extensão com a incursão fria atingindo ao menos metade dos estados do Brasil com declínio muito acentuado da temperatura.
Massas de ar frio com grande amplitude territorial no Brasil tradicionalmente ocorre durante os meses de inverno, particularmente entre junho e agosto, mas em algumas ocasiões podem ser registradas em maio e em setembro, e muito excepcionalmente mesmo em abril e outubro.
São incursões de ar frio de trajetória continental em que a advecção de ar frio se dá pelo interior do continente, avançando pelo Norte da Argentina, Bolívia e o Paraguai até chegar ao Peru e o Sul da região amazônica.
Esta erupção de ar polar mais forte e mais cedo do que o comum vai antecipar a chegado inverno ao Brasil em um mês.
Será a mais forte até agora no ano a alcançar o território brasileiro e trará as menores mínimas de 2022 até o momento na maioria dos estados do Centro-Sul do Brasil. Há expectativa de marcas abaixo de zero nos municípios tradicionalmente mais frios e de geada em estados do Sul, do Centro-Oeste e do Sudeste.
A grande dimensão territorial desta massa de ar frio fará com que haja resfriamento em uma extensa área do território brasileiro com frio mais intenso no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, mas a temperatura deve ter queda acentuada ainda no Rio de Janeiro, Espírito Santo, Distrito Federal e até em parte da Bahia e do Sul da Amazônia Legal.
A abrangência da massa de ar frio fará com que muitos estados registrem geada e de moderada a forte intensidade em diversos locais. Espera-se geada nos três estados do Sul e em muitos pontos do Centro-Oeste e do Sudeste, inclusive em locais mais ao Norte do Brasil Central, como o Mato Grosso e Goiás, onde ocorrências de geada em maio são menos comuns.
Com isso, há riscos para diversas culturas que vão do milho segunda safra ao café, porém, em especial, para as frutas e hortaliças em momento que já é de grande alta de preços no mercado pela conjuntura econômica inflacionária.
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