A Polícia Civil do Rio Grande do Sul, por meio da 5ª Delegacia de Homicídios de Porto Alegre, em ação conjunta com a 20ª Subdivisão Policial de Toledo, realizou a prisão de dois indivíduos de elevada relevância no contexto da criminalidade organizada.
Os alvos foram localizados em uma propriedade rural no interior do município de São Pedro do Iguaçu, região próxima à fronteira com o Paraguai, onde se encontravam escondidos.
A ação foi resultado de intenso trabalho de inteligência, com cruzamento de informações entre as forças policiais dos dois estados, permitindo a identificação precisa do local onde os investigados estavam homiziados. A partir disso, foi elaborado planejamento operacional conjunto que culminou na captura dos indivíduos.

Durante a ação, foi apreendida uma arma de fogo que se encontrava na posse de um dos presos.
Conforme apurado, um deles é apontado como uma das lideranças de organização criminosa com atuação no Rio Grande do Sul, possuindo papel relevante na articulação e fortalecimento da facção. O indivíduo possui condenações por homicídio, incluindo pena de 18 anos de reclusão, e deveria estar cumprindo prisão domiciliar, o que evidencia seu reiterado desrespeito às determinações do Estado.
Há indicativos de que sua permanência na região tinha como objetivos tanto de se ocultar da ação policial, quanto viabilizar a aquisição de armamento, que seria destinado ao abastecimento da organização criminosa da Zona Norte da Capital.
Já o outro, foragido por homicídio, é apontado como um dos principais executores da organização criminosa, exercendo papel ativo em ações violentas e também no suporte direto à liderança. Destaca-se, ainda, que o preso possui envolvimento direto no auxílio à fuga de Luiz Guilherme Dias da Silva, vulgo “LG”, uma das principais lideranças criminosas do Estado do Rio Grande do Sul, ocorrida no início do mês de março deste ano, de estabelecimento prisional localizado no município de Gravataí/RS. Tal participação foi identificada por meio de trabalho de inteligência da Polícia Civil.
Ambos os indivíduos possuem extenso histórico criminal, com registros reiterados desde a adolescência. acumulando diversos procedimentos por tráfico de drogas, associação criminosa e outros delitos, enquanto o segundo possui antecedentes por crimes graves, incluindo homicídio, tráfico de drogas e organização criminosa, sendo considerado indivíduo de alta periculosidade.
Conforme o Delegado Daniel Queiroz, titular da 5 DPHPP, a prisão dos indivíduos representa um duro golpe contra a estrutura da organização criminosa, especialmente no que diz respeito à aquisição de armamento e manutenção de suas atividades ilícitas no Estado.