Um homem foi preso na madrugada deste domingo (26) após uma mulher acionar a Polícia Militar e denunciar agressões, violência psicológica e que estava sendo impedida de deixar um apartamento em Toledo.
De acordo com a PM, a equipe foi acionada pela Central de Emergência após a vítima conseguir pedir ajuda de forma discreta. Ao chegar ao condomínio, os policiais tiveram dificuldades para localizar o apartamento e, mesmo após diversas tentativas de contato, ninguém atendia à porta.
Diante da possibilidade de a mulher estar em situação de risco, os policiais permaneceram no local e se preparavam para arrombar a porta quando um homem finalmente abriu o imóvel. Ele afirmou que estava no apartamento com a namorada e foi submetido à revista pessoal, mas nada de ilícito foi encontrado.
No interior do apartamento, a equipe localizou a mulher, que relatou manter um relacionamento com o suspeito há alguns meses. Segundo ela, ao longo desse período já havia sofrido diversas situações de violência psicológica.
Na noite da ocorrência, após uma discussão, o homem teria segurado a vítima pelos braços e a chacoalhado. Em seguida, conforme o relato, ela tentou deixar o apartamento, mas foi impedida pelo companheiro, que trancou a porta e restringiu sua liberdade.
Temendo pela própria segurança, a mulher contou que se refugiou no banheiro e conseguiu acionar a Polícia Militar sem que o suspeito percebesse. Ainda segundo a vítima, após notar que ela havia pedido ajuda, o homem cortou os meios de comunicação existentes no apartamento, dificultando qualquer novo contato com outras pessoas.
Embora a vítima não apresentasse lesões aparentes no momento da abordagem, a Polícia Militar considerou os relatos, as circunstâncias encontradas no local e o desejo da mulher de representar criminalmente contra o suspeito.
O homem recebeu voz de prisão e foi encaminhado, juntamente com a vítima, à 20ª Subdivisão Policial (20ª SDP), onde o caso foi apresentado à autoridade policial para as providências cabíveis.
A Polícia Civil investigará os fatos e a possível prática dos crimes de lesão corporal, ameaça, violência psicológica e cárcere privado no contexto familiar.