Pessoas do mundo todo estão preocupas com a pandemia do coronavírus (COVID-19). Atualmente, todos passam por uma situação em que informações preocupam e assustam, mudanças nos hábitos de higiene foram necessárias e, com maior impacto, as recomendações de distanciamento social, essenciais à saúde e controle da doença. De fato, cabe a todos compreender seu papel de cidadão e sua responsabilidade coletiva.
Entretanto, mesmo em meio as preocupações e incertezas, o ser humano deve cultivar a esperança. Com o objetivo de disseminar esse sentimento, no dia 2 de abril deste ano o prefeito de Nova Santa Rosa, Norberto Pinz, realizou a entrega da Unidade de Valorização dos Reciclados – UVR do município à ASCAROSA - Associação de Catadores de Materiais Recicláveis e/ou Aproveitáveis de Nova Santa Rosa. A infraestrutura foi construída em parceria com a Itaipu Binacional, que também possibilitou outras aquisições para o programa de coleta seletiva e o incentivo à reciclagem.
Com recursos oriundos da parceria, a Prefeitura pôde então construir a UVR e uma sede administrativa contendo: cozinha, refeitório, vestiários, banheiro PNE depósito e escritório. Pôde ainda adquirir equipamentos que auxiliam na operação da UVR como sacos de ráfia, kits de uniformes e EPI, climatizadores de ar, aspirador de pó industrial, lavadora de alta pressão, fragmentador de papel, bebedor de água refrigerada de inox, sistema de câmeras de monitoramento e fita para produção de fardos. Além desses, outros diversos que apoiam e melhoram a qualidade de vida neste local como roupeiro de aço com 16 repartições, geladeira, fogão a gás, micro-ondas, mesas para refeitório, móveis para cozinha, móveis para escritório e microcomputador, impressora e ar condicionado. A Associação ainda é apoiada, via parceria, com prestação de serviços técnicos ambientais de apoio à UVR por meio de empresa contratada.
HISTÓRIA
A ASCAROSA é o ente no município que realiza a coleta seletiva com apoio da Prefeitura e que possui a permissão formal para uso dos equipamentos e da UVR. O início das atividades pelo coletivo foi em meados dos anos 2000, quando Romalina Oliveira da Rosa juntamente ao seu esposo, Davi Alves da Silva, recolhiam ossos nos pastos situados na área rural do município para vender a alguém que repassava para a fábrica de ração animal.
Anos depois, assistiram na televisão uma reportagem sobre materiais recicláveis, decidiram começar a recolher e, para tal, Davi confeccionou um carrinho a partir de um casco de geladeira. O estoque no quintal de casa – papéis, plásticos, latas e vidro –, logo foi visualizado por um comprador e assim ocorreu a primeira venda.
A atividade começou a ser praticada por outras pessoas do município, então a Assistência Social interviu e apoiou a criação da Associação. Da formação original, restou apenas Romalina, que atualmente ocupa o cargo de vice-presidente. Ela conta sobre seu percurso de fundadora até a inauguração da nova sede e como recebe as novas instalações amplas e adequadas que proporcionam um melhor ambiente de trabalho. “Ah, eu vejo como uma conquista. Um sonho de muitos anos, né!? No início, quando a gente puxava material e deixava nos fundos de casa. Isso é um sonho realizado, uma conquista muito grande. Só tenho a agradecer a Itaipu e Prefeitura que apoiou bastante esse projeto”, disse Romalina.
A técnica da UVR Carolina Toebe, que presta apoio técnico à ASCAROSA e ao programa de coleta seletiva no município afirmou que o agradecimento se estende aos munícipes e empresas. “Por terem acreditado no projeto coleta seletiva. Os resultados foram conquistados através do empenho de todos aqueles que estavam engajados em busca de um objetivo em comum. Sabemos que nada se constrói sozinho e, por isso, agradecemos imensamente a todos os parceiros, em especial a Itaipu Binacional e a Prefeitura de Nova Santa Rosa”, comentou Carolina lembrando que a reciclagem é uma importante ferramenta para amenizar o acúmulo de lixo no mundo. “Mas também é importante reciclarmos nossas ideias, conceitos e valores, a fim de que nos tornemos seres humanos melhores e cada vez mais conscientes”, finalizou.