Toledo iniciou 2026 entre os destaques estaduais na geração de empregos formais. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta terça-feira (3) pelo Ministério do Trabalho e Previdência, mostram que o município registrou, em janeiro, saldo positivo de 710 vagas com carteira assinada – resultado de 3.527 admissões e 2.817 desligamentos.
Em termos proporcionais, Toledo alcançou a segunda maior média per capita na geração de empregos entre os 24 municípios paranaenses com mais de 100 mil moradores. Foram 4.418,14 novos postos de trabalho para cada milhão de habitantes, índice inferior apenas ao de Colombo (5.395,74). Na sequência aparecem Arapongas (3.933,10), Curitiba (3.779,23) e Maringá (2.636,97).
Para o diretor de Políticas de Emprego e Relações do Trabalho da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo (Deseco), Vanderlei Timóteo, o resultado reflete um início de ano fora do padrão histórico. “O mês de janeiro começou atípico, demonstrando um fluxo muito grande de candidatos na Agência do Trabalhador e uma oferta substancial de vagas”, relata. “Vemos as indústrias novamente respondendo forte na retomada do ano, com várias empresas se reposicionando, analisando seus custos, recuperando a sua rentabilidade e aí, obviamente, isso acarreta no crescimento de postos de trabalho ofertados”, acrescenta.
No ranking absoluto de geração de empregos, Toledo teve o quinto maior saldo do Estado em janeiro. Ficou atrás de Curitiba (6.919 vagas), Colombo (1.304), Maringá (1.133) e Londrina (933).
Setores, articulação e estoque – O setor de serviços respondeu pela maior parte do saldo positivo no município, com 345 novas vagas (1.419 admissões e 1.074 desligamentos). A construção civil aparece em seguida, com 224 postos (444 contratações e 220 desligamentos). A indústria contribuiu com 127 vagas (904/777) e a agropecuária, com 49 (120/71). O comércio foi o único segmento com resultado negativo, registrando déficit de 35 vagas (640 admissões e 675 desligamentos).
Vanderlei destaca que o desempenho também está ligado ao trabalho de articulação entre o poder público e as empresas locais. “A Agência do Trabalhador, enquanto um órgão voltado à empregabilidade, tem buscado alinhar essas estratégias ao melhor processo de recrutamento e seleção para os RHs, oferecendo um candidato mais qualificado”, destaca.
O avanço se refletiu ainda no estoque total de trabalhadores com Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) assinada. Toledo passou de 64.140 empregados formais no fim de 2025 para 64.850 em janeiro de 2026, crescimento de 1,11%, a quarta maior variação percentual entre os municípios paranaenses com mais de 100 mil habitantes. O índice coloca o município atrás de Colombo (2,70%), Fazenda Rio Grande (1,40%) e Arapongas (1,24%) – Apucarana (0,86%) fecha o grupo dos cinco primeiros.
Estratégia – Para o diretor, os indicadores confirmam a estratégia adotada no município. “Eu acredito que esse número do Caged vem representar isso de uma forma muito contundente, que quando se alia empreendedorismo, empregabilidade de forma estratégica e, principalmente, com o planejamento que demonstra a força do poder público através de uma gestão comprometida com o cidadão, conseguimos sim, ter bons números produtivos”, salienta.
Quando o estoque de empregos formais é comparado ao total de habitantes, Toledo também ocupa posição de destaque. A proporção de trabalhadores com CTPS assinada corresponde a 40,35% da população, a segunda maior entre os municípios analisados. O índice fica atrás apenas de Curitiba (45,27%) e supera Pinhais (39,68%), Maringá (39,54%) e São José dos Pinhais (36,11%).