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Estiagem no Paraná já dura quase um ano e deve se prolongar até setembro
O Governo vai tomar medidas
Por Bem Paraná/AEN | Postado em: 04/05/2020 - 15:50

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Preocupado com o período mais severo de estiagem dos últimos anos, o Governo do Estado decidiu criar um grupo de trabalho interinstitucional que irá propor a regulamentação de critérios para o uso racional e de reuso da água em todo o território paranaense. A medida busca, entre outras ações, evitar desperdícios, criando condições para que a população e setores produtivos sofram o mínimo possível com o racionamento de água.

A seca do Paraná já dura quase um ano, com chuvas bem abaixo da média histórica desde junho de 2019, de acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar).

A diretora de Políticas Ambientais da Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, Fabiana Campos, explicou que levantamentos iniciais do Simepar apontam para o período de estiagem se estendendo até setembro. Com isso, reforçou ela, será necessário a interferência do grupo na criação de políticas públicas para o uso consciente da água.

“As projeções mostram que a seca tende a se agravar. Esse grupo irá fazer o acompanhamento e monitoramento diário em busca de tomar as decisões mais acertadas, priorizando o consumo humano e animal”, afirmou.

Compõem o grupo profissionais do Instituto Água e Terra IAT), vinculado à Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, da Sanepar e das federações das Indústrias (Fiep) e da Agricultura (AEP). A portaria 119/2020 é válida por 180 dias e foi publicada no Diário Oficial do dia 28 de abril.

COVID-19 – Fabiana reforçou, ainda, que a ampliação do rodízio no fornecimento de água será inevitável nas diversas regiões do Estado. A intenção, contudo, é apostar em medidas educativas, evitando punições neste primeiro momento, contando com a colaboração direta das pessoas.

Ela lembrou que, paralelamente à seca, o Paraná atravessa outra grave crise, com as atenções todas voltadas para o enfrentamento à pandemia de coronavírus. “A higienização é uma arma contra o vírus, por isso precisamos priorizar o que é essencial. Fazer com que a água chegue a todos os que precisam”, ressaltou a diretora. “Sabendo usar, não vai faltar água para ninguém”, completou.

MANANCIAL – As previsões também não são animadoras. Relatório do Simepar mostra que o volume de chuvas no Paraná ficará abaixo da média normal no período que varia de três a seis meses.

A diminuição da quantidade de água nos mananciais de abastecimento tem colocado em risco o fornecimento em algumas cidades da região Oeste, como Cascavel.

A cidade registrou em sua estação de monitoramento o acumulado de 377 milímetros de chuvas nos 120 primeiros dias de 2020. Esse é o menor volume desde 2004, quando choveu no mesmo período 337 milímetros.

Os rios que abastecem a cidade estão com seus níveis em queda de mais de 30%. Já foi necessário abrir em 40% o registro do Lago Municipal para contribuir com o aumento no volume de água do Rio Cascavel.

A Sanepar não descarta abrir esse registro em sua totalidade, assim como a possibilidade de implantação de rodízio no abastecimento. “A questão são os mananciais. Com menos água, temos de reduzir também a capacitação”, explicou Fabiana.

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