O plebiscito para a aprovação ou não dos Colégios Cívico-militares foi realizado na terça-feira 27, e quarta-feira 28. As votações encerraram às 20h00 de ontem e em Toledo já tiveram a aprovação do Colégio Estadual Novo Horizonte, no Jardim Coopagro e Colégio Estadual Antônio José Reis, no Jardim Belo Horizonte. O Colégio Estadual Jardim Maracanã não atingiu o quórum suficiente e segue com a votação até às 20h00 desta quinta-feira (29). O Governo do Estado já anunciou que as votações continuam até a sexta-feira (30), ou até atingirem o quórum suficiente.
Na área de abrangência do Núcleo Regional de Educação de Toledo sete colégios estão aprovados e seguirão o novo modelo cívico-militar. Dois deles em Marechal Cândido Rondon, dois em Guaíra, dois em Toledo e um em Palotina.
A votação aconteceu em formato de referendo, contando com a participação de pais e responsáveis, que têm filhos matriculados nos colégios selecionados para o novo modelo. Professores e funcionários também participaram das votações.
Como funcionam os Colégios Cívico-militares?
Diretor-geral
As escolas contarão com um diretor-geral, que será um professor da rede estadual de ensino ou agente educacional formado e com experiência em gestão. Esse diretor será o responsável por cuidar de toda a parte pedagógica, desde o conteúdo até o material utilizado nas salas de aula.
Diretor cívico-militar
O diretor militar será o responsável por todas as atividades cívico-militares, pela parte organizacional e de estrutura, além da busca de recursos e melhorias e todos os aspectos relacionados as finanças dos colégios.
Conteúdo e qualidade do ensino
Os alunos permanecerão mais tempo nos colégios. Serão seis aulas por dia, ao invés das cinco tradicionais. O ensino terá uma ênfase maior nos conteúdos de português e matemática, além de aulas de civismo e cidadania, que visam pregar o respeito a toda a comunidade escolar, fazendo com que os alunos tenham mais disciplina.
“Nas escolas cívico-militares, os alunos terão seis aulas por dia, ou seja passam mais tempo nos colégios, com isso terão ainda mais conteúdo. A nossa expectativa é de uma melhora na qualidade do ensino, em função dessa organização, uma vez que a violência nas escolas e no seu entorno irá acabar, a violência na sala de aula também acaba, e isso fará com que o professor tenha mais tranquilidade para ministrar a sua aula”, argumentou o chefe do Núcleo Regional de Educação de Toledo, José Carlos Guimarães.
Uniforme
Todos os alunos precisam participar das aulas devidamente uniformizados, assim como todos os professores e funcionários. Todos os alunos receberão uniformes da Secretaria de Estado da Educação e do Esporte (SEED). Os uniformes serão disponibilizados de forma gratuita. O uniforme será completo, contando com agasalho e peças específicas para eventos públicos.
Professores e funcionários continuam?
A resposta é sim. Os professores e funcionários terão os seus empregos mantidos normalmente. Toda a parte educacional continua sendo de responsabilidade da SEED, enquanto a Secretaria Estadual de Segurança Pública será responsável pela parte de segurança e infraestrutura.
As matrículas também seguirão o atual modelo do Estado, que é por georreferenciamento e fluxo. Ou seja os alunos continuam sendo os dos bairros e comunidades do entorno dos colégios. As vagas restantes serão abertas também para alunos de outros bairros do município.
José Carlos Guimarães ressalta que o novo modelo não exclui ninguém. “As escolas cívico-militares não excluem! Todos os professores, pedagogos e funcionários que trabalham nos locais permanecem. Os alunos também serão os do bairro, os alunos da região. Havendo vaga, os alunos de outras regiões também terão a oportunidade de efetuar a sua matrícula nesses colégios. Ou seja é mais uma forma de agregar, mais pessoas e qualidade”.
Qual o papel do contato de civis e militares nas escolas?
A presença dos militares nos colégios promete garantir mais segurança aos alunos, professores e funcionários. As atividades também devem promover atitudes cidadãs e patrióticas, que tenham como base o respeito e os direitos humanos.
O projeto
A implementação do projeto das escolas cívico-militares foi anunciada na tarde da última segunda-feira (26), pelo governador do Estado do Paraná, Carlos Massa Ratinho Júnior (PSD). No total serão 215 colégios de 117 municípios paranaenses, que seguirão o modelo cívico-militar.