A Câmara Municipal de Curitiba retoma, na próxima segunda-feira (2), a votação em segundo turno do projeto de lei que atualiza as regras para a condução de cães em espaços públicos da capital paranaense.
A proposta já havia sido aprovada em primeiro turno no dia 10 de fevereiro, com 33 votos favoráveis, mas a análise final foi adiada após pedido do Sindicato dos Guardas Municipais de Curitiba. Agora, o texto retorna ao plenário acompanhado de emendas.
O que muda com o novo projeto
De autoria do vereador Jasson Goulart (Republicanos), com coautoria de Andressa Bianchessi (União), Meri Martins (Republicanos) e Rafaela Lupion (PSD), o projeto revoga a Lei Municipal 9.493/1999, em vigor há 28 anos.
A principal mudança é a substituição do modelo baseado em “raça perigosa” por critérios que consideram:
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porte do animal
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potencial de dano
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responsabilidade do condutor
O texto aprovado em primeiro turno determina que todos os cães circulem em ruas, praças e parques com coleira e guia compatíveis com o porte, exceto em áreas cercadas destinadas à interação controlada.
Também fica proibido o uso de coleiras aversivas que utilizem mecanismos cortantes, perfurantes ou descarga elétrica.
Regras específicas para cães de maior porte
Para cães com mais de 20 quilos, o projeto exige:
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guia curta e resistente, de até 2 metros
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contenção complementar pelo pescoço
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proibição do uso exclusivo de peitoral
Já os animais classificados como de alto potencial de danos deverão utilizar:
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focinheira
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guia curta
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contenção adicional
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possível cadastro oficial com microchip
Penalidades previstas
O projeto estabelece:
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advertência
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multa de R$ 3 mil por animal, com aumento em caso de reincidência
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apreensão quando houver risco iminente à segurança pública
Emendas em análise
As emendas mantêm o conteúdo principal, mas ajustam dois pontos:
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Previsão de campanhas educativas e sinalização em espaços públicos para orientar a população sobre condução responsável.
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Alteração no destino das multas, que poderão ser direcionadas não apenas ao Fundo Municipal do Meio Ambiente, mas também ao Fundo Municipal de Segurança Pública, para apoiar ações de fiscalização e capacitação da Guarda Municipal.
Se aprovado em segundo turno, o texto seguirá para sanção do Executivo municipal.











































