A situação envolvendo balanças de pesagem na região Oeste do Paraná voltou a gerar reclamações de caminhoneiros. Na tarde desta quarta-feira (27), Luiz Carlos Begnossi de 56 anos, morador do Jardim Pancera, em Toledo, procurou a imprensa para denunciar supostas divergências nas pesagens realizadas em uma balança localizada na PR-182, próximo ao Biopark, na saída de Toledo para Palotina.
Segundo Luiz, o equipamento estaria registrando peso acima do valor aferido no momento do carregamento da carga. O caso envolve um caminhão carregado com milho em Palotina e que teria como destino uma empresa de Toledo.
De acordo com o relato, o mesmo carregamento apresentou resultados diferentes em horários distintos do mesmo dia, o que levantou dúvidas sobre a precisão da balança rodoviária.
O motorista afirma que recebeu multa por excesso de peso mesmo após conferir a carga em outras pesagens. Conforme explicou, os valores das autuações variam entre R$ 600 e R$ 800, quantia que, segundo ele, representa um impacto significativo para caminhoneiros autônomos.
“Uma hora a balança aponta um peso, depois apresenta outro completamente diferente com a mesma carga. Isso está trazendo prejuízo para quem trabalha na estrada”, relatou.
Luiz também afirmou que muitos profissionais evitam denunciar situações semelhantes por receio ou porque as multas acabam sendo assumidas pelas transportadoras para as quais trabalham. Ainda assim, ele diz conhecer outros motoristas que teriam passado pelo mesmo problema em balanças da região.
Segundo o relato, essa não seria a primeira vez que divergências em equipamentos de pesagem provocam questionamentos. O motorista lembrou que há cerca de 2 anos denunciou um problema semelhante em uma balança na PR-317, na saída de Toledo para Assis Chateaubriand.
Na época, conforme relatou, a situação ganhou repercussão após divulgação na imprensa e a balança acabou sendo suspensa temporariamente para revisão. Ainda segundo ele, as multas aplicadas naquele período teriam sido canceladas após a constatação de divergências nos pesos registrados.
Outro ponto levantado pelo caminhoneiro é que funcionários da própria balança teriam orientado motoristas prejudicados a buscarem medidas judiciais contra o Estado ou contra os órgãos responsáveis pela fiscalização.
Documentos encaminhados à reportagem mostram notas fiscais, comprovantes de pesagem e horários diferentes registrados no mesmo dia, reforçando a alegação de inconsistência nos resultados apresentados pelas balanças.
O caso agora levanta novamente discussões sobre a aferição, fiscalização e confiabilidade dos equipamentos utilizados no controle de cargas nas rodovias do Paraná.
O espaço permanece aberto para manifestação dos órgãos responsáveis pela balança mencionada na denúncia.