O primeiro julgamento do ano de 2026 pelo Tribunal do Júri da Comarca de Marechal Cândido Rondon foi realizado na sexta-feira (06), no Fórum local. A sessão marcou a abertura dos trabalhos do Tribunal Popular do Júri neste ano.
O julgamento foi presidido pelo juiz substituto Dr. Carlos Rodrigo Orlando Villalba, que conduziu a sessão a partir das 9h. No banco dos réus esteve Jonas Gonçalves da Silva, de 29 anos, acusado de homicídio.
O crime ocorreu na noite de quinta-feira, 17 de abril de 2025, por volta das 22h30, em um condomínio residencial localizado na Rua Guarani, em Nova Santa Rosa. Conforme a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Paraná, o acusado desferiu um golpe de faca contra Leonardo de Lima Dias, atingindo-o na região do tórax.
Leonardo chegou a ser socorrido e encaminhado para atendimento médico, mas não resistiu aos ferimentos e morreu por volta da 1h30 da madrugada de sexta-feira (18), em decorrência de choque hemorrágico, conforme apontou o laudo de necropsia.
De acordo com a acusação, no momento do crime o réu, a vítima e outras pessoas estavam reunidos na residência de Marcos de Oliveira Gonçalves, tio do acusado, onde ocorria o consumo de bebidas alcoólicas e substâncias entorpecentes. Em determinado momento, teve início uma discussão entre Leonardo e sua então namorada, Joici de Souza.
Ainda segundo o Ministério Público, Jonas teria intervido na discussão, passando a discutir com a vítima. A situação evoluiu para agressões físicas, com socos e chutes contra Leonardo, que se encontrava em estado de embriaguez e com a capacidade de defesa reduzida. Na sequência, o acusado entrou no apartamento do tio, pegou uma faca e retornou ao local, desferindo o golpe fatal.
Mesmo ferido, Leonardo ainda conseguiu correr até a esquina da Rua Guarani com a Avenida Santo Cristo, onde caiu em via pública. Ele foi socorrido e levado ao hospital, mas não resistiu.
Para o Ministério Público, o homicídio foi praticado por motivo fútil.
A sessão do Tribunal do Júri foi presidida pelo juiz designado Dr. Carlos Rodrigo Orlando Villalba, Juiz Substituto da 56ª Seção Judiciária, com sede na Comarca de Realeza.
Ao final do julgamento, Jonas Gonçalves da Silva foi condenado a 15 anos, cinco meses e sete dias de reclusão, em regime fechado. A leitura da sentença ocorreu no fim da tarde de sexta-feira.
O réu já se encontrava preso na Penitenciária Estadual de Cascavel e, após o julgamento, foi reconduzido à unidade prisional. A segurança no Fórum durante a sessão foi realizada por agentes do SOE de Cascavel e pela Polícia Militar de Marechal Cândido Rondon.