Após 101 dias de espera, a família de Antônio Rodrigues Júnior, de 46 anos, finalmente pôde se despedir do empresário. O velório foi realizado ontem (26), na Capela Mortuária de Céu Azul, no Oeste do Paraná.
Antônio desapareceu em maio, em Foz do Iguaçu, enquanto aguardava a esposa fazer compras em Cidade do Leste, no Paraguai.

Imagens de câmeras de segurança registraram o empresário caminhando pela região da Vila Portes. Esses foram os últimos registros conhecidos antes do desaparecimento.
Sete dias depois, em 16 de maio, um corpo foi encontrado no Rio Paraná pela Marinha Argentina, na região de Porto Leoni, na província de Misiones, na Argentina.
Na ocasião, familiares reconheceram Antônio por características das roupas, pelos calçados e pela aliança que ele usava no dia em que desapareceu. No entanto, devido às condições em que o corpo foi localizado, a identificação oficial dependia da realização de exames periciais e de DNA pelas autoridades argentinas.
O material genético de uma das filhas do empresário foi coletado no dia 19 de maio para auxiliar no processo de identificação. Segundo a viúva, Adriane, o exame de DNA confirmou posteriormente que o corpo era de Antônio.
A demora também tornou ainda mais difícil o processo de luto para a família, especialmente para a filha do casal, que é menor de idade.
Entre a localização do corpo e a chegada ao Brasil foram 101 dias de espera, período que envolveu os procedimentos de identificação, liberação e traslado.
A causa da morte de Antônio não foi informada publicamente. A Polícia Civil também não forneceu informações sobre as investigações relacionadas às circunstâncias da morte do empresário.
Com a realização do velório em Céu Azul, a família pôde prestar as últimas homenagens a Antônio, após mais de três meses marcados pela espera, pela incerteza e pela dor.