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Acusado de matar mulher e esconder corpo na geladeira é preso em Foz
O homem foi localizado escondido em um quarto alugado nos fundos de uma residência no bairro Lagoa Dourada, em Foz do Iguaçu, na região da Tríplice Fronteira.
Por | Postado em: 21/07/2026 - 14:50

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Uma operação conjunta das Polícias Civis do Paraná e do Rio de Janeiro resultou na prisão de um rapaz de 32 anos, principal suspeito de matar a companheira, Thaíssa Lino de Souza, de 22 anos. O homem foi localizado escondido em um quarto alugado nos fundos de uma residência no bairro Lagoa Dourada, em Foz do Iguaçu, na região da Tríplice Fronteira.

A captura foi possível após o compartilhamento de informações entre a Divisão de Assessoria de Informações (DAI) da Polícia Civil do Rio de Janeiro e as equipes do TIGRE e da Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc) da Polícia Civil do Paraná. Após trabalho de monitoramento, os policiais localizaram o foragido e cumpriram o mandado de prisão preventiva.

Durante a abordagem, Renan tentou dificultar a identificação, informando um nome falso, dizendo ser natural de São Paulo e alegando não portar documentos. A verdadeira identidade, no entanto, foi confirmada pelas equipes policiais, e ele recebeu voz de prisão.

O suspeito foi encaminhado à Cadeia Pública de Foz do Iguaçu, onde permanece à disposição da Justiça.

Corpo foi encontrado dentro de uma geladeira

O crime ocorreu em Rio das Ostras, no estado do Rio de Janeiro, e causou grande repercussão. Thaíssa Lino de Souza foi vista pela última vez em 30 de agosto de 2025, quando deixou de manter contato com familiares. Desde então, parentes e amigos não conseguiram mais falar com a jovem.

Cinco dias depois, preocupados com o desaparecimento, familiares foram até a residência do casal. O padrasto da vítima entrou no imóvel e encontrou o corpo da jovem escondido dentro de uma geladeira.

A perícia apontou que a morte havia ocorrido dias antes da localização do corpo.

Investigação aponta tentativa de ocultar o crime

As investigações da Polícia Civil indicam que o suspeito teria adotado medidas para retardar a descoberta do homicídio. Conforme apurado, ele bloqueou contatos no celular da vítima para impedir que familiares percebessem rapidamente o desaparecimento.

Além disso, portas e janelas da residência foram vedadas com fita adesiva, em uma tentativa de reduzir o odor provocado pela decomposição do corpo.

O casal estava junto havia aproximadamente cinco anos e havia se mudado para Rio das Ostras cerca de três meses antes do crime. Segundo a polícia, quando moravam em Nova Iguaçu, já existiam registros de ocorrências envolvendo desentendimentos e denúncias de privação ilegal de liberdade.

A autoria do crime também é sustentada por um laudo papiloscópico, que identificou impressões digitais do suspeito na cena. Durante a perícia, foram apreendidos documentos, cartões bancários e objetos pessoais pertencentes a Renan. O telefone celular da vítima, entretanto, não foi localizado.

O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro.

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