Um morador de Mercedes procurou o Destacamento da Polícia Militar para registrar um caso de estelionato após ter seu número de telefone celular e sua conta no WhatsApp clonados por criminosos.
De acordo com o relato da vítima, terceiros não identificados conseguiram acesso à sua conta no aplicativo de mensagens e passaram a utilizar o perfil para entrar em contato com familiares, amigos e demais pessoas cadastradas, solicitando transferências de dinheiro em seu nome.
O morador informou à polícia que, até o momento do registro da ocorrência, não tinha conhecimento se algum dos contatos chegou a realizar depósitos ou transferências em decorrência das mensagens fraudulentas enviadas pelos golpistas.
Diante da situação, a vítima compareceu ao destacamento para formalizar o boletim de ocorrência e resguardar seus direitos. O caso será encaminhado à Polícia Civil, que ficará responsável pela investigação e adoção das medidas cabíveis.
Como evitar cair nesse tipo de golpe
A clonagem de contas de WhatsApp tem se tornado uma prática cada vez mais comum em todo o país. Os criminosos utilizam diferentes estratégias para obter acesso às contas, incluindo links falsos, códigos de verificação enviados por SMS e até mesmo engenharia social, quando se passam por empresas ou instituições confiáveis.
Para aumentar a segurança, especialistas recomendam:
- Ativar a verificação em duas etapas no WhatsApp;
- Nunca informar códigos recebidos por SMS ou aplicativo a terceiros;
- Desconfiar de mensagens pedindo dinheiro, mesmo que venham de conhecidos;
- Confirmar pedidos de transferência por ligação telefônica ou chamada de vídeo;
- Evitar clicar em links enviados por contatos desconhecidos;
- Manter aplicativos e sistemas sempre atualizados.
A orientação das autoridades é que, ao receber qualquer pedido de dinheiro por mensagens, a pessoa confirme a autenticidade do contato antes de realizar qualquer transferência.
Em caso de suspeita de golpe, a recomendação é registrar boletim de ocorrência e comunicar imediatamente os familiares e amigos para evitar novas vítimas.