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Rondonenses fazem viagem de 600 km de bicicleta até a cidade de Bonito
Foram 28 horas de pedalada para cumprir o trajeto
Por Assessoria | Postado em: 08/06/2018 - 10:40

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Durante o feriadão de Corpus Christi comemorado na semana passada, quatro rondonenses realizaram uma aventura para poucos. Viajaram de bicicleta de Marechal Cândido Rondon até a cidade de Bonito, no Mato Grosso do Sul. A jornada iniciou na manhã de quarta-feira (30) e foi concluída no final da tarde de sexta-feira (1º). Durante estes três dias, foram 28 horas de pedalada para cumprir o trajeto de aproximadamente 600 quilômetros entre as cidades de origem e de destino.

Esta foi a primeira viagem do gênero para os ciclistas Walmor Buche, Paul Lírio Berwig, Marlise Berwig e Maicon Raupp, todos integrantes da Associação Rondonense de Ciclismo e representantes dos grupos Vamos Pedalar, Amigos do Pedal, Pedalindas e Bike Prost, respectivamente.

Além de desfrutar do prazer proporcionado pela bicicleta, a pedalada teve o objetivo de homenagear os ciclistas Renan Schroder, vítima de violência durante assalto, e Vanderlei Bregoli, que passou por recente cirurgia de risco; além do motociclista e aventureiro Eloi Dreher, falecido dias antes.

Sonhos

O desafio começou a ganhar forma no início deste ano, quando Walmor, 55 anos de idade, colocou como meta para 2018 realizar uma viagem de longa distância de bicicleta. Como destino, ele escolheu Bonito, cidade pela qual tem muito apreço. Ao contar para outros ciclistas o seu projeto, encontrou em Marlise (50 anos) uma parceira, pois ela também tinha como sonho um dia ir de bicicleta até a cidade sul-matogrossense de Maracaju, onde residiu por muitos anos.

Não foi difícil para Marlise convencer o esposo Paul Lírio (54 anos) a topar a parada. Por fim, o pedal ganhou ainda a presença de Maicon.

Eles contam que a decisão de encarar a aventura foi muito rápida: cerca de 15 dias antes. Tempo necessário para definir o percurso, arrumar a bagagem e, no caso de Walmor e Maicon, priorizar o treinamento. Adeptos do ciclismo há apenas dois anos – enquanto o casal Paul Lírio e Marlise já são praticantes há bastante tempo – Walmor e Maicon passaram a treinar com pedaladas praticamente diárias, com distâncias de até 200 quilômetros.

Embora seja o mais novo do quarteto – 32 anos –, Maicon teve que buscar maior superação. Afinal, até às vésperas da viagem a Bonito não tinha realizado uma pedalada de longa distância. “Fiz minha primeira acima de 100 km apenas uma semana antes da data marcada para a viagem”, revela.

Jornada

No primeiro dia o percurso percorrido foi de 250 km, entre Marechal Cândido Rondon e Juti. No segundo, a distância foi de 180 km, entre Juti e Maracaju. A etapa final, entre Maracaju e Bonito, foi de cerca de 160 km.

As maiores dificuldades foram os vários trechos de rodovia sem ou com acostamento inadequado, e o forte vento contrário que durante os três dias perseguiu os aventureiros, que na sexta-feira ainda enfrentaram muita chuva. Mas, além de quatro pneus furados, o desafio não trouxe nenhuma surpresa negativa.

Pelo contrário, o quarteto diz que durante todo o tempo prevaleceu a amizade, o companheirismo e a descontração. Motivos mais do que suficientes para já começar a planejar a próxima viagem, prevista para acontecer ainda este ano, com destino provável a cidade de Jaraguá do Sul, em Santa Catarina.

Experiência

Vivida a experiência, os ciclistas afirmam que planejamento é fundamental para que uma jornada como essa seja cumprida com sucesso.

Como requisitos básicos eles indicam ter uma bicicleta em perfeitas condições e bem sinalizada, uso dos equipamentos de segurança, levar somente o estritamente necessário e, uma vez na estrada, cuidar muito bem da alimentação e da hidratação.

O desgaste físico nesse tipo de pedalada é enorme. Somente no primeiro dia, o esforço exigiu fisicamente dos ciclistas cerca de 7 mil calorias. Ao final do segundo dia, todos haviam emagrecido entre três e quatro quilos. Mas, tudo compensado com boas refeições e ingestão de muito líquido.

Outra dica é planejar bem os locais de pernoite. No caso deles, optou-se por dormir em hotéis, ao invés de acampar. Além de mais segurança, isso permite levar menos bagagem na bicicleta.

Ainda, se possível, ter acompanhamento de um carro de apoio é importante. Para o quarteto, esse apoio aconteceu apenas no terceiro dia quando Eli, esposa de Walmor, e Taíse e Vicente, esposa e filho de Maicon, se juntaram ao grupo. “Foi uma motivação a mais”, garantem.

Como lição aprendida da jornada, Walmor, Paul Lírio, Marlise e Maicon mais uma vez puderam vivenciar na prática a liberdade e a amizade proporcionada pelo ciclismo. “A percepção do mundo se transforma quando se está em cima da bicicleta”, afirmam. “Não é como viajar de carro. Tudo muda. O horizonte é sempre maior”.

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