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Greve de caminhoneiros segue mesmo após anúncio do Presidente Temer
Entidades que representam caminhoneiros aprovaram as medidas, mas disseram que precisam de tempo para desmobilizar os motoristas parados nas estradas
Por G1 Paraná | Postado em: 28/05/2018 - 11:44

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Caminhoneiros seguem protestando em ao menos 23 estados e no Distrito Federal, mesmo após decisão do presidente Michel Temer de reduzir o diesel por 60 dias e atender outras reivindicações da categoria.

Entre as medidas anunciadas por Temer, além da redução de R$ 0,46 no preço do litro do diesel por 60 dias, também está a isenção de pagamento de pedágio para eixos suspensos de caminhões vazios. "Panelaços" foram ouvidos durante a fala do presidente na noite de domingo.

Entidades que representam caminhoneiros aprovaram as medidas, mas disseram que precisam de tempo para desmobilizar os motoristas parados nas estradas. A Petrobras reduziu o preço da gasolina em 2,8% nesta segunda-feira.

Muitos serviços essenciais continuam restritos por causa da greve.

Transporte

Confira as capitais com transporte público afetado nesta segunda-feira:

Aracaju: frota 30% menor

Belo Horizonte: redução de 50% fora do horário de pico

Goiânia: frota 15% menor

Cuiabá: frota 50% menor

Florianópolis: operação com horários de sábado

Natal: frota reduzida

Palmas: frota 5% menor

Porto Alegre: frota reduzida fora do horário de pico

Recife: demora nos pontos

Rio de Janeiro: frota 60% menor (BRT apenas 22%)

Salvador: frota 40% menor

São Luís: frota 70% menor

São Paulo: frota 30% menor (rodízio suspenso)

Os caminhoneiros autônomos seguem bloqueando os acessos ao Porto de Santos, no litoral de São Paulo.

Aeroportos

Na manhã da segunda-feira, ainda estavam sem combustível 8 dos 54 aeroportos administrados pela Infraero. Veja quais são:

São José dos Campos (SP)

Uberlândia (MG)

Ilhéus (BA)

Campina Grande (PB)

Juazeiro do Norte (CE)

Aracaju (SE)

João Pessoa (PB)

Teresina (PI)

Combustível

O reabastecimento dos postos ainda não foi normalizado. Em diversas cidades pelo país, há filas nas poucas bombas que ainda possuem combustível. Mesmo onde a mobilização foi encerrada, a oferta nos postos deve levar cerca de uma semana para ser normalizada, como em Alagoas.

No Ceará, uma operação reabasteceu 240 dos 290 postos da região metropolitana de Fortaleza até a madrugada de domingo.

No Espírito Santo, cerca de 80 postos receberam combustível e o domingo foi de fila para motoristas que quiseram garantir o abastecimento para a semana.

Cerca de 70% dos postos de Goiás estão sem combustível. Na capital, 90% dos postos estão sem etanol e 35% está sem etanol e gasolina.

Educação

Em ao menos 13 estados não há aula nas universidades federais: Bahia, Maranhão, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, Sergipe, São Paulo e Tocantins.

Não haverá aula na rede estadual de ensino em três estados (Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Sergipe) e também no Distrito Federal.

São Paulo: USP, Unesp, Unicamp e Unesp suspenderam aulas; Etecs e Fatecs delegaram a cada unidade avaliar se as atividades são mantidas ou não. Veja a situação na região de Piracicaba e na Baixada Santista.

Paraná: cada setor da UFPR decide se vai parar. Na Universidade Tecnológica Federal todas as aulas estão suspensas, assim como nas unidades da PUC-PR em Curitiba, Londrina, Maringá e Toledo. Veja as demais instituições do estado.

Maranhão: Ufma, Uema, Ceuma, UNDB, Estácio e Pitágoras suspenderam as aulas.

Salvador: universidades estaduais e federais cancelaram as aulas, assim como escolas da capital e região metropolitana.

Goiás: aulas na rede estadual estão mantidas, mas professores da UFG vão "flexibilizar" o registro das faltas e vão evitar atividades para nota.

Alimentos

Assim como os combustíveis, os mercados e feiras também devem levar algum tempo para retomar a oferta normal de alimentos nos lugares em que o tráfego já foi liberado.

O abastecimento de carne de aves e suínos pode demorar até dois meses para se normalizar depois que for encerrada a greve.

Rio de Janeiro: em vez de deixar vazio o setor de frutas e hortaliças, um mercado em Niterói ocupou as prateleiras com café e torradas.

Espírito Santo: caminhões com alimentos voltaram a entrar nas centrais de abastecimento.

Goiás: abastecimento no Ceasa está comprometido em 30%.

Saúde

São Paulo: cirurgias eletivas nos hospitais municipais estão adiadas, para guardar insumos para os atendimentos de urgência e emergência. Também está suspensa a remoção de pacientes para exames eletivos e de rotina nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).

Goiás: ambulâncias do Samu e hospitais têm condições de operar até sábado (2), mas algumas cirurgias eletivas foram suspensas no interior do estado por falta de insumos.

Outros serviços

Espírito Santo: cerca de 85% das correspondências não foram entregues

Goiás: 95% das distribuidoras de gás registram a falta do produto, que chega a R$ 100 em lugares que ainda têm.

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