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Após seis meses, crime que vitimou Miss Altônia ainda é um mistério
O corpo que seria dela e também do empresário Valdir Feitosa foram encontrados carbonizados em um veículo
Por O Bemdito | Postado em: 26/09/2018 - 08:13

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Seis meses depois da morte da Miss Altônia Bruna Zucco e do empresário Valdir de Brito Feitosa, as investigações do caso ainda estão em curso. O delegado de polícia da cidade, Reginaldo Caetano, segue a mesma linha de investigação desde o início dos trabalhos, que é sobre o envolvimento do empresário com criminosos. Existia a possibilidade de que Valdir teria ligação com o contrabando de cigarros – nada ainda foi comprovado.

Os corpos de Bruna e de Valdir foram encontrados carbonizados na carroceria do utilitário do empresário na manhã da terça-feira, 22 de março. Eles estavam desaparecidos desde a noite do dia anterior (21 de março), quando foram vistos pela última vez com vida. Suspeita-se que Valdir teria se desentendido com traficantes de drogas.

Após a análise da cena do crime ter sido feita por peritos do Instituto de Criminalística, os corpos foram recolhidos para exames no Instituto Médico Legal (IML) em Umuarama. Foram encontradas próteses de silicone nos seios do corpo feminino carbonizado. Familiares de Bruna, que na época era Miss Altônia, negam que ela usasse prótese.

No decorrer das investigações surgiu a hipótese de que a morte do casal pudesse estar ligada ao assassinato de um homem no centro da cidade na noite anterior. A vítima estaria ligada ao tráfico de drogas. “Esta ligação ainda não foi comprovada e estamos analisando os detalhes nos dois casos”, comentou o delegado.

Celulares apreendidos

Quinze dias após o crime, a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão em duas residências de Altônia. Na ocasião foram apreendidos telefones celulares que poderiam conter informações sobre o crime. 

Os aparelhos continuam no setor de perícia técnica da Polícia Civil, em Curitiba. O delegado solicitou que fosse feita a recuperação de dados, tais como histórico de chamadas, mensagens e aplicativos que possam ter sido deletados. Ninguém foi preso.

Novos exames

Peritos do Instituto Médico Legal (IML) e da Criminalística de Maringá estiveram na manhã desta terça-feira (25) em Altônia a pedido do delegado. No dia 14 de setembro o IML de Maringá também esteve no cemitério da cidade. Informações extraoficiais são de que foi coletado material de Bruna e Valdir para novos exames.

No entanto, de acordo com Reginaldo Caetano, como o caso ainda está sendo investigado e corre em segredo de justiça, não há como relatar detalhes do andamento dos trabalhos. “Nós estamos analisando dados e coletando informações a respeito das mortes para dar continuidade à investigação. Não há informações contundentes ainda sobre suspeitos e nem mesmo detalhes que reforcem o andamento das diligências”, encerra o delegado.

 

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